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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Em busca de novos recordes



texto originalmente publicado no site #ElasComentam em 06 de novembro 2013
Sebastian Vettel até poderia ter se contentado em ser o mais jovem tetracampeão mundial de Fórmula 1, mas ele não quer saber de ficar para trás nesta temporada. Apesar de ter declarado que quebrar recordes não está entre as prioridades, o piloto da Red Bull está no caminho de, a cada corrida, superar as marcas pessoais e aquelas que ainda fazem parte da história da categoria. Por isso, ele venceu mais uma.
Dessa vez, o cenário da vitória foi o circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi. Um lugar onde as imagens mostradas pela televisão geralmente compensam a falta de emoção da corrida. A largada é dada ao final do dia no Oriente Médio e o espetáculo fica bonito mesmo quando acompanhamos o por do sol no horizonte e a chegada da noite na pista, que é toda iluminada, e deixa em evidência o aspecto moderno e futurista do circuito projetado pelo alemão Hermann Tilke.
Pela sétima vez consecutiva Vettel subiu ao lugar mais alto do pódio e se igualou ao ídolo (dele) Michael Schumacher, que também conquistou sete vitórias seguidas na temporada de 2004. E caso a maré de sorte continue ao lado do jovem campeão, ele ainda tem tempo de quebrar outro recorde se vencer as duas próximas provas (Austin-EUA e Interlagos): poderá alcançar a marca de Alberto Ascari, que venceu nove vezes seguidas pela equipe Ferrari.
Esse é o recorde mais antigo a ser alcançado por Vettel, já que as vitórias de Ascari foram conquistadas entre as temporadas de 1952 e 1953. O italiano venceu os GPs da Bélgica, França, Inglaterra, Alemanha, Holanda e Itália e em 1953 os da Argentina, Holanda e Bélgica. Mas há quem questione essa marca porque, naquela época, a segunda prova do mundial de 1953 foram as “500 Milhas de Indianápolis”. Por uma questão política, a corrida nos Estados Unidos fazia parte do calendário da F1, mas pilotos e equipes que corriam na Europa não participavam da prova. Isso poderia reduzir o recorde de vitórias consecutivas do italiano, mas se pensarmos neste contexto essa marca é dele.
E para quem gosta de números: em Abu Dhabi o piloto da Red Bull alcançou a 37ª vitória e o 60º pódio da carreira em seis campeonatos disputados até agora e quatro títulos. Se ele é fenômeno, se ele é prodígio, se ele é gênio… não importa. A cada temporada Vettel amadurece e mostra que se dedica muito ao que faz, e de um jeito único e diferente de outros campeões: com alegria. Inclusive porque comemorou a vitória em Yas Marina novamente com um “zerinho”. (Mas dessa vez ele levou o carro para os boxes e a FIA não o advertiu.)
#Rapidinhas
GP2: Fabio Leimer (Racing Engineering) conquistou o campeonato da GP2 no final de semana em Abu Dhabi. O suíço levou o título ainda na primeira prova, no sábado, ao chegar em quarto lugar e aproveitar que o rival Sam Bird (Russian Time) teve problemas e terminou na décima posição. O brasileiro Felipe Nasr, que tinha chances matemáticas de colocar a mão na taça, ficou com o quarto lugar no campeonato. O piloto da Carlin fez uma boa temporada e apesar de não conquistar o título, conseguiu se destacar. Há quem diga na rádio paddock que ele será contratado pela equipe Willians como piloto de testes para 2014. Estamos na torcida.
Stock Car: No próximo final de semana, os carros da Stock Car vão acelerar no autódromo internacional Nelson Piquet, em Brasília, pela 10ª etapa do campeonato. Sete pilotos estão na briga para conquistar o título desta temporada: Daniel Serra (172), Thiago Camilo (161), Cacá Bueno (160), Ricardo Maurício (160), Valdeno Brito (120), Max Wilson (117) e Marcos Gomes (102). Mas o campeão mesmo só vai ser conhecido na última prova, que será disputada em Interlagos. Na penúltima etapa nenhum dos líderes pode abrir mais do que 48 pontos de vantagem necessários para conquistar o título. Vale lembrar que em Brasília estão em jogo 24 pontos e em Interlagos, 48 pontos, já que a última corrida terá a pontuação dobrada.
foto: Tom Gandolfini/AFP
twitter: @prikinder

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

É tetra!

texto originalmente publicado em 30 de outubro 2013 no site #ElasComentam
Tudo era uma questão de tempo. A cada corrida Sebastian Vettel ficava mais perto do tetracampeonato da Fórmula 1. A conquista do quarto mundial consecutivo aconteceu em Noida, no circuito internacional de Buddh, na Índia, que até hoje só teve o alemão como vencedor. Vettel precisava apenas do quinto lugar para chegar ao título, mas pela sexta vez seguida (e a décima na temporada) foi dele o primeiro lugar na corrida.
Com 36 vitórias e 43 pole-positions, o alemão de Heppenheim se torna, aos 26 anos, o mais jovem tetracampeão da história do automobilismo mundial. Os quatro campeonatos em sequência foram conquistados somente por Juan Manuel Fangio (entre 1954 e 1959) e Michael Schumacher (entre 2000 e 2004). De qualquer forma, o piloto da Red Bull iguala-se ao número de conquistas do francês Alain Prost (quatro), mas ainda está atrás do argentino Fangio (cinco) e do também alemão Schumacher (sete).
Depois de receber a bandeirada final, ele deu uma volta até retornar aos boxes. Mas na reta de chegada, Sebastian fez o que a gente chama de “cavalo de pau” na pista (ou zerinho, para quem preferir) em uma comemoração de quebrar qualquer protocolo. Vettel parecia não acreditar no que estava acontecendo. Ajoelhou-se diante do RB9, também conhecido como Heidi Hungry (Heidy Faminta), e fez uma reverência ao carro, numa atitude de reconhecimento e agradecimento à equipe que lhe permitiu ter a melhor máquina e mostrar o quanto é bom nas pistas. Cercado por fotógrafos e fiscais, ainda subiu no alambrado e arremessou as luvas para a torcida. Um momento para ficar na memória de quem admira esse esporte.
No espaço reservado aos pilotos antes de chegar ao pódio, a televisão mostrava imagens de um piloto emocionado e muito feliz. A ficha de tudo o que estava acontecendo devia estar caindo naquele momento da conversa com outro campeão, o das máquinas, Adrian Newey, que também conquistou o título de construtores pela Red Bull no domingo, o décimo da carreira do projetista. E no pódio, o segundo colocado Nico Rosberg (Mercedes) e o terceiro, Romain Grosejan (Lotus), renderam-se ao talento do mais novo tetracampeão e ergueram Vettel nos ombros.
Tenho a impressão de que Vettel é aquele cara que está sempre com um sorriso no rosto e vai sempre manter aquele jeito de moleque. Mas acima de tudo passou para o time dos grandes campeões, é dedicado e apaixonado pelo que faz. E faz bem feito. Claro que em uma competição se a equipe não mostrar parceria, por mais que um piloto tenha talento ele não consegue se destacar. A impressão que tive dos quatro campeonatos rubro-taurinos é a de que a parceria entre piloto e equipe precisa ser precisa para que o resultado final seja mais do que a vitória: seja a regularidade nas etapas e consequentemente, a conquista dos títulos.
A Fórmula 1 acrescenta mais um capítulo de uma era, que começou em 2010 e pode ser chamada de Sebastian Vettel. Ela até parece ser mais emocionante do que aquela protagonizada por Michael Schumacher. Apesar de estar longe dos sete títulos do ídolo alemão, o agora tetracampeão não chegou aos 30 anos. Para  quem não se lembra, o quarto título de Schumi foi conquistado em 2001 quando ele tinha 32 anos. Vettel está no auge da carreira e ainda tem condições de conquistar mais campeonatos e também superar recordes do ex-piloto.
Mas, fica a pergunta: se na próxima temporada a Fórmula 1 vai contar com várias mudanças no regulamento, entre elas o uso do motor turbo V6, será que vamos ter a oportunidade de ver Vettel andar forte e se manter mais uma vez à frente dos outros pilotos? Tudo vai depender do que a Red Bull e as outras equipes, principalmente aquelas que têm mais recursos financeiros para desenvolver os carros, vão fazer durante os testes da pré-temporada. Tenho a impressão de que em 2014 iremos acompanhar, pelo menos na primeira metade da temporada, uma categoria tentando se acertar dentro de uma competição que deve ser mais de resistência dos carros do que de velocidade.
Já que o campeão está definido com três etapas de antecedência, a briga agora está em quem será o vice dessa temporada. Fernando Alonso (Ferrari) tem 207 pontos, Kimi Raïkkönen (Lotus) está em terceiro com 183 pontos e em quarto aparece Lewis Hamilton (Mercedes) com 169 pontos.  A próxima etapa será o grande prêmio de Abu Dhabi, disputado no circuito de Yas Marina, no próximo final de semana. Embora o finlandês tenha vencido a prova no ano passado, a primeira desde o retorno à F1, disse que não está preocupado em ultrapassar o espanhol e conquistar o segundo lugar na temporada. “Ser segundo lugar não faz diferença nenhuma. Você não ganha nada. Tentaremos fazer o melhor a cada corrida e no final vamos ver onde terminamos”, declarou Raïkkönen.
#Rapidinhas
F1 (1) – Por não ter seguido para os boxes e decidir comemorar o título rodopiando na pista, Sebastian Vettel tomou uma advertência da FIA. De acordo com a direção de prova, “o piloto falhou em seguir diretamente ao parque fechado após a corrida, conforme detalhado nos termos do artigo 43.3 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1. Devido às circunstâncias especiais, os fiscais aceitaram as explicações do piloto. A equipe não conseguiu instruir o piloto o suficiente para retornar diretamente ao parque fechado após a corrida.”(Desculpem, mas estou sem palavras para dizer o quanto essa Fórmula 1 anda ‘coxinha’ ultimamente…)
F1 (2) – Depois de largar na 17ª posição por conta de um erro de estratégia da equipe no treino de classificação, Romain Grosjean (Lotus) fez uma prova de recuperação e conquistou o terceiro lugar pela terceira vez seguida. A estratégia da equipe de programar apenas uma parada nos boxes foi ousada, mas no final deu certo para o francês. Para conquistar o pódio, Grosjean ainda teve que disputar posições com o companheiro de equipe Kimi Raïkkonen, que tinha pneus mais desgastados.
F1 (3) – Por muito pouco, Felipe Massa (Ferrari) não subiu no pódio. O brasileiro, que largou na quinta posição, chegou até liderar a corrida, mas depois do pitsop perdeu posições e terminou a prova em quarto lugar, repetindo os resultados do ano conquistados na Austrália e na Itália. Lembrando que o melhor resultado de Massa no ano é o terceiro lugar no GP da Espanha.
Fotos: Mark Baker/AP Photo
Twitter: @prikinder

sábado, 19 de outubro de 2013

Mais uma vez

Texto originalmente publicado em 17 de outubro 2013 no site #ElasComentam 

Sebastian Vettel venceu. De novo. Pela quinta vez seguida na temporada.
Mas, conquistar a quarta vitória no grande prêmio de Suzuka, no Japão, não foi uma tarefa das mais fáceis. Primeiro, porque quem largou na frente foi o companheiro de equipe Mark Webber. Depois, o tricampeão perdeu a segunda posição na largada para o francês Romain Grosjean, da Lotus. E ainda se envolveu em um toque com Lewis Hamilton (Mercedes), que poderia ter danificado a asa dianteira da Red Bull. Mas, sorte de campeão é sorte de campeão e ninguém discute. Por isso, o jovem de Heppenheim seguiu em frente até alcançar, no final das 53 voltas, a 35ª vitória da carreira e a nona nesta temporada.
Vettel tinha chances de conquistar o tetra em solo nipônico, no mesmo circuito em que conseguiu o bicampeonato em 2011. E Suzuka também é famoso por ser o autódromo que mais assistiu a decisões de títulos. Segundo o jornalista Reginaldo Leme, foram onze vezes em 24 disputas, e entre elas estão os três títulos de Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991) e o título de Nelson Piquet, em 1987.
Só que o vice-líder Fernando Alonso chegou em quarto lugar e adiou a festa do piloto  alemão. Faltando quatro provas para o final da temporada, a diferença entre os pilotos é de 90 pontos. Mesmo que o espanhol vença a próxima etapa no circuito de Buddh, na Índia, Vettel pode chegar em quinto lugar para conquistar o título antecipadamente e entrar para o seleto time em que já estão Juan Manuel Fangio, Alain Prost e Michael Schumacher.
A corrida até que foi movimentada com disputas de posições, mas o destaque da vez foi para Roman Grosejan. Até cheguei a acreditar que o francês quebraria a sequência de vitórias de Vettel, afinal na largada pulou da quarta para a primeira posição e liderou boa parte da corrida. Mas o desgaste dos pneus na segunda parte da prova, somada a estratégia da equipe rubro-taurina que levou Vettel a fazer duas paradas e a Webber três, deu à Lotus o terceiro lugar. De qualquer maneira, é bom lembrar que só na penúltima volta Webber ultrapassou Grosjean e assumiu o segundo lugar. E que Vettel só conseguiu assumir a posição do francês faltando 12 voltas para o final da prova. Na estratégia da equipe, Webber fez uma nova parada e Vettel assumiu a liderança.
Pelo o que parece, Grosejan conseguiu se livrar do apelido de “o maluco da primeira volta”, dado por Mark Webber em Suzuka no ano passado. Para quem não se lembra, o piloto da Lotus provocou um acidente com o australiano na largada do GP do Japão, um dos vários no histórico dele na temporada de 2012. Naquele ano, o francês também chegou a ser suspenso por uma corrida depois de provocar um acidente na largada de Spa-Francorchamps. Assim, o campeão da temporada de 2011 da GP2 mostra que deixou a ansiedade de lado, tem se mostrado mais maduro e prudente a cada prova. Porque ele é veloz e pode, em pouco tempo, conquistar mais espaço – e respeito – dentro do automobilismo mundial.
E assim como Sebastian Vettel, a Red Bull está próxima de mais um título. A equipe chegou aos 445 pontos e lidera o mundial de construtores, com uma vantagem de 148 pontos para a Ferrari, a segunda colocada com 297 pontos. E se quiser conquistar o vice, o time de Maranello precisa se empenhar bastante nas próximas provas, já que logo atrás estão a Mercedes (287) e Lotus (264).
#Rapidinhas
IndyCar: A decisão do título mundial acontece neste sábado (19) no circuito oval de Fontana, na Califórnia. O neozelandês Scott Dixon (Ganassi) busca o tricampeonato enquanto o brasileiro Helio Castroneves (Penske) tenta o título inédito na categoria. A disputa se parece com a de 2008 quando os dois pilotos também chegaram na última corrida em Chicago decidindo o campeonato. Castroneves venceu depois de largar em último, mas Dixon chegou em segundo lugar e garantiu o bicampeonato. O que resta é torcer para que vença o melhor. Mas é claro que a gente torce mesmo é que dê Brasil no final desta temporada.
Stock Car: Além das pistas da Nascar e da Indy, chegou a vez da Stock Car fazer parte do “Outubro Rosa”, campanha mundial de combate ao câncer de mama. Na 10ª etapa, que será disputada neste final de semana no autódromo internacional de Curitiba (PR), Rubens Barrichello vai trocar a tradicional pintura verde da equipe Full Time pela cor rosa. A corrida também marca o primeiro ano da estreia do piloto paulista na categoria.
DTM: A temporada do DTM (Campeonato de Turismo Alemão) termina neste domingo (20) com a etapa de Hockenheim. Apesar de o título de pilotos ter ficado nas mãos de Mike Rockenfeller e o vice com Augusto Farfus, o brasileiro quer ajudar a equipe a conquistar o título de construtores. A briga está entre Audi, de Rockenfeller, e a BMW, de Farfus. A diferença é de apenas oito pontos: 325 da Audi contra 317 pontos da BMW. A Mercedes, terceira colocada com 239 pontos, não tem mais chances de estar nessa briga.
Fórmula Truck: Régis Boessio (ABF Desenvolvimento Team) conquistou a vitória na 8ª etapa do campeonato brasileiro de F-Truck, disputada no Autódromo Internacional Dr. Nelson Luiz Barro, em Guaporé (RS), no último domingo. O piloto da casa superou Felipe Giaffone, Beto Monteiro e Djalma Fogaça nas voltas finais para assegurar a segunda vitória na temporada e fazer a alegria da torcida, já que Boessio é o único piloto gaúcho da Truck. Com os resultados de Guaporé, Monteiro segue na liderança com 126 pontos, 28 pontos a mais frente de Boessio, segundo colocado e que está empatado com Geraldo Piquet. Leandro Totti, com 90 pontos, é o quarto, seguido por Felipe Giaffone, com 85 pontos. A penúltima etapa da F-Truck acontece no dia 10 de novembro, em Curitiba.
Foto: Mark Thompson/Getty Images
Twitter: @prikinder

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cada vez mais perto do tetra

Texto originalmente publicado em 24 setembro 2013 em #ElasComentam
O final de semana em Cingapura não foi diferente dos últimos que acompanhamos na Fórmula 1. Sebastian Vettel largou na frente pela 41ª vez na carreira, liderou toda a corrida e venceu, assim como fez em 2012 e 2011 na prova noturna do circuito de Marina Bay. Além disso, o piloto da Red Bull alcançou o que chamamos de Grand Chelem: pole position, volta mais rápida e a vitória de ponta a ponta.
Ao conquistar a 33ª vitória da carreira, o alemão ultrapassa Fernando Alonso como quarto piloto que mais venceu na F1. Se pensarmos em pilotos em atividade, Vettel ainda tem muitas chances de aumentar esse número já que tem apenas 26 anos e está na Red Bull com três títulos mundiais (e mais um a caminho). Enquanto Alonso, 32 anos, segue na Ferrari e com dois títulos, sendo o último deles conquistado em 2006 pela Renault.
Depois de 13 provas, Vettel subiu ao pódio (incluindo a corrida de Cingapura) em dez corridas, sendo sete delas em primeiro lugar. Ele não terminou apenas a etapa da Inglaterra, quando o carro da Red Bull quebrou faltando dez voltas para o final. Já Fernando Alonso foi sete vezes ao pódio e conquistou apenas duas vitórias. Assim como Vettel, o espanhol não completou uma prova, a da Malasia, quando logo depois da largada teve a asa dianteira danificada por um toque com o carro da Red Bull e foi parar na caixa de brita.
Apesar do tricampeão estar praticamente com a mão na taça deste ano, e de Cingapura ter sido a corrida mais sonolenta da temporada, a etapa do fim de semana merece dois destaques: Fernando Alonso e Kimi Räikkönen. Os campeões mundiais – que no próximo ano serão companheiros na equipe de Maranello – completaram o pódio depois de fazer uma corridaça: largaram em 7º e em 13º e terminaram a prova 2º e em 3º lugares respectivamente. Embora Alonso saiba que a diferença de 60 pontos para Vettel fique cada vez mais longe de ser reduzida é impressionante como o espanhol mostra garra e determinação a cada corrida.
E ainda falando de Alonso, o espanhol protagonizou uma cena curiosa no final da prova ao dar carona para o colega Mark Webber. O australiano abandonou na última volta e o espanhol o levou para os boxes a bordo da Ferrari. Mas o gesto rendeu advertência aos pilotos. Alonso levou um puxãozinho de orelha por “dirigir o carro de maneira que possa ser considerado potencialmente perigoso para outros pilotos ou qualquer pessoa”. Mas Webber, que já tinha sido advertido outras vezes (por bater em Nico Rosberg no GP do Bahrein e ignorar bandeiras amarelas no GP do Canadá) foi punido com a perda de dez posições no grid de largada do GP da Coreia do Sul, a próxima etapa do campeonato. Segundo a organização da prova, o australiano violou o regulamento ao “entrar na pista sem permissão dos responsáveis entre a volta de apresentação e momento que o último carro ainda estiver no parque fechado”.
A cena, sem dúvida, levou os telespectadores a uma viagem no tempo: GP da Inglaterra, 1991, quando Ayrton Senna pegou uma carona na Williams de Nigel Mansell. O brasileiro ficou sem combustível depois da bandeirada e o inglês, que tinha acabado de vencer a prova, levou Senna até os boxes.
Bons tempos em que a categoria não era tão rigorosa com seus pilotos.
#Rapidinhas
FIAWEC – Bruno Senna conquistou a segunda vitória na temporada do Campeonato Mundial de Endurance no final de semana no Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos. Depois de não terminar as provas de Le Mans e Interlagos, o piloto brasileiro fez uma boa corrida e, ao lado do francês Fredéric Makowieck conquistou a vitória com o carro #99 da equipe Aston Martin na categoria GTE-PRO.
GP2 – Em Cingapura, Felipe Nasr ficou bem perto da primeira vitória na temporada. Na primeira corrida no sábado, o brasileiro liderava quando, faltando quatro voltas para o final foi ultrapassado por Jolyon Palmer, companheiro da equipe Carlin. Já no domingo, Nasr terminou na 16ª posição e faltando duas provas para o fim do campeonato, dá adeus à disputa pelo campeonato que agora está entre o britânico Sam Bird e o suíço Fabio Leimer.
Crédito das fotos: AFP
Twitter: @prikinder

domingo, 22 de setembro de 2013

"Um alívio vencer em casa"

texto publicado originalmente em 10 de julho 2013 no site #ElasComentam

Sebastian Vettel é o atual e mais jovem campeão da Fórmula 1. Tem três títulos mundiais, dezenas de vitórias, mas até o último domingo não tinha vencido na Alemanha. Conquistar o lugar mais alto do pódio em casa era um sonho que o piloto da Red Bull, nascido na pequena Heppenheim – cidade de 25 mil habitantes e a 70 quilômetros ao sul de Frankfurt – , havia tentado cinco vezes.
Mas, quiseram os “deuses da velocidade” que Vettel, que completou 26 anos no dia três, recebesse como presente de aniversário a bandeira quadriculada no circuito de Nürburgring. Mas somente quando chegasse na 30ª vitória da carreira (e a quarta nesta temporada). Segundo ele,foi  ”um alívio vencer a primeira em casa”. Só que não foi uma corrida das mais tranquilas, até porque nas últimas voltas Kimi Räikkönen (Lotus) estava mais rápido que o alemão. Mas foi um momento daqueles que só quem vence em casa sabe o que é viver essa emoção… Os olhos brilhavam, o sorriso irradiava alegria. E além do mais, Vettel ampliou a vantagem para o espanhol Fernando Alonso (Ferrari) e deu um importante passo rumo à conquista do tetra campeonato.
Dessa vez, os pneus não foram os protagonistas da corrida, tal como aconteceu no grande prêmio da Inglaterra. Em Silverstone, quatro compostos estouraram durante a prova, deixando pilotos e equipes bastante preocupados. No final das contas, a Pirelli passou a responsabilidade para as equipes ao informar que diferentes causas levaram às falhas de pneus no circuito inglês: pneus traseiros montados no sentido errado (pneus do lado direito no lado esquerdo e vice-versa), baixa pressão dos pneus (ou seja, se a condição de uso é diferente numa pressão mais baixa do que a indicada pelo fabricante, pode-se ter problema), cambagem extrema (é a inclinação da roda que cada carro de corrida tem para gerar a maior aderência lateral possível) e zebra alta (a zebra da curva quatro, por exemplo, teria sido a responsável pelos problemas nos pneus traseiros esquerdos).
Quem perdeu o rendimento na corrida depois dessa alteração nos pneus na Alemanha foi a Mercedes. A inversão dos compostos traseiros era o tal “pulo do gato” encontrado pela equipe sob o comando de Ross Brawn. E como a troca foi proibida pela Pirelli para essa corrida, a equipe alemã não contou com essa possibilidade e a vida deles não foi fácil… A fornecedora italiana também mandou para Nürburgring compostos com a cintura de kevlar (que é uma fibra sintética mais resistente e leve e que substitui o aço, que estava sendo usado nas rodas traseiras).  Diferentemente das últimas três provas, o rendimento dos pilotos não foi dos melhores: Lewis Hamilton, que saiu na pole, terminou a prova em quinto lugar e Nico Rosberg, em nono.
A próxima corrida será na Hungria, no dia 28, e assim chegamos na metade da temporada. Em Hungaroring, as temperaturas costumam ser altas, o que pode tornar complicada a administração dos pneus que, segundo a Pirelli, será um combinado da estrutura de 2012 com os compostos deste ano. Mais uma vez, a estratégia de pilotos e equipes vai fazer toda a diferença neste circuito travado e de muitas curvas, onde ultrapassar costuma ser difícil. E fica a dica: se você gosta de emoção, esta não costuma ser uma das melhores provas para se assistir… A não ser que Fernando Alonso resolva ali partir para o “tudo ou nada” (isso se o carro da Ferrari deixar) e diminuir a diferença de 34 pontos do líder Sebastian Vettel. A conferir!
#Rapidinhas
Imagens: No GP da Alemanha, duas cenas entraram para a história. A primeira: um pneu desgovernado que atropelou o cinegrafista Paul Allen na área dos pits. Atingido nas costas pela roda que se soltou do carro de Mark Webber (Red Bull) durante um pitstop, o britânico fraturou a clavícula e algumas costelas. A segunda: um carro-quase-fantasma. O motor da Marussia do francês Jules Bianchi (Marussia) quebrou e ele estacionou o carro. Até aí tudo normal se não fosse Bianchi sair do carro e segundos depois a Marussia andar de ré, atravessar tranquilamente a pista e só parar depois de passar por cima de uma placa de uma companhia de seguros… Isso até rendeu a entrada do safety car. Se isso tivesse acontecido em Interlagos e não na Alemanha já estaríamos ameaçados em perder o próximo GP. Alguém duvida?
Formula Truck: Na etapa de São Paulo da Fórmula Truck, a volta final foi de tirar o fôlego! O pernambucano Beto Monteiro (Scuderia Iveco) ultrapassou o paranaense Leandro Totti (RM-MAM Latin America), que liderou a maior parte da prova, e garantiu a primeira vitória dele em Interlagos – e a nona na carreira. Outro destaque também foi o italiano Alex Caffi, ex-piloto de Fórmula, que largou na 15ª posição e chegou em terceiro lugar.
Fórmula Indy: Na 11ª etapa disputada em Pocono (o trioval que voltou ao calendário da Indy depois de 24 anos), só deu Ganassi no pódio. A vitória ficou com o neozelandês Scott Dixon, seguido do norte-americano Charlie Kimball e do escocês Dario Franchitti. (Sim, eu amei ver o lindo do Franchitti feliz de novo!). Assim como Vettel, Dixon também conquistou a 30ª vitória da carreira. Foi bom ver os três carros do time de Chip Ganassi, dono de uma das equipes mais vencedoras e tradicionais da história da Indy, chegando na frente. Espero que isso sirva de inspiração e motivação para esse time voltar a vencer. Já Helio Castroneves (Penske) terminou a prova em oitavo lugar. E com o abandono do vice-líder Ryan Hunter-Reay (Andretti), manteve a liderança do campeonato com 356 pontos. Tony Kannan estava bem na prova, mas ao tocar a asa dianteira no carro de Scott Dixon teve que ir para os boxes. Terminou a prova em 13º. A próxima corrida será disputada em Toronto, no Canadá, em rodada dupla. Com direito a largada parada (igual a da F1) na primeira prova no próximo sábado, dia 13. A conferir!
Créditos das fotos: Getty Images e Luca Bruno/AP Photo
twitter: @prikinder

A vantagem no Bahrein

texto publicado originalmente em 23 abril 2013 no site #ElasComentam


O pódio no grande prêmio do Bahrein foi quase igual ao de 2012: no lugar mais alto estava Sebastian Vettel, da Red Bull, seguido por Kimi Räikkonen e Romain Grosjean, da Lotus. A exceção deste ano foi a presença de uma mulher para receber o troféu pela equipe vencedora: a engenheira Gill Jones, chefe do departamento de eletrônica do time austríaco. Na entrevista divulgada no site da Red Bull*, Gill disse que se sentia muito orgulhosa por ter sido escolhida para receber a taça pela equipe. E que o gesto foi uma forma de valorizar tanto a área em que ela atua como as mulheres que trabalham na F1.


Comemorações à parte, a quarta etapa do campeonato serviu também para Vettel celebrar a segunda vitória na temporada – a 28ª da carreira, superando o escocês Jackie Stewart –, seguir na liderança e abrir vantagem sobre Fernando Alonso. A Ferrari até chegou ao Bahrein como favorita, mesmo depois da pole conquistada por Nico Rosberg, da Mercedes. Mas problemas na asa traseira fizeram com que o espanhol cruzasse a linha de chegada em oitavo, e Felipe Massa, com dois pneus furados e mais pitstops do que o previsto, terminasse a prova em 15º.
Quem se deu bem com essa “falta de sorte” da Ferrari foi a Lotus. Nos treinos de classificação, o E21 não foi nada bem, tanto que Räikkönen largou em sétimo e Grosjean em 11º. Mas os pilotos fizeram uma prova de recuperação, com destaque para a estratégia de Kimi, de apenas duas paradas. Assim como na etapa da Austrália, o finlandês conseguiu administrar o uso dos pneus durante a prova. Foi um ótimo resultado para a Lotus, que levou os dois pilotos para o pódio, ocupa o segundo lugar no mundial de construtores e tem Räikkönen como o vice-lider da competição, com 67 pontos.
Apesar de a McLaren não estar lá essas coisas na temporada, quem protagonizou momentos “animados” no deserto do Sakhir foi o piloto Sergio Perez. Talvez motivado pelas declarações do chefe Martin Whitmarsh – que pediu para o mexicano ser mais agressivo – fez várias ultrapassagens na pista e até chegou a tocar no companheiro Jenson Button. Perez terminou a prova em sexto lugar e o inglês em décimo. E antes mesmo que isso se transformasse em mais uma briga interna de equipe, os dois pilotos já conversaram. Só precisam entender que é muito legal competir, disputar posições na pista, mas sem colocar tudo a perder.
E falando em Button e Perez, quer adivinhar com eles alguns circuitos da temporada? A SkySports fez uma brincadeira com os pilotos da McLaren. A conferir:


Mas se as conversas vão dar certo ou não, se a falta de sorte da Ferrari vai ficar pra trás, se a Lotus vai continuar sendo um carro equilibrado e se Vettel vai abrir vantagem, só vamos saber no próximo grande prêmio, que será disputado em Barcelona, na Espanha. E correndo em casa, quem chega com a obrigação de melhorar o resultado é Fernando Alonso. Vale lembrar que nesta semana a Pirelli, fabricante dos pneus da F1, deve fazer algumas alterações nos compostos e que vão valer a partir do circuito da Catalunha. Afinal, ninguém quer ser acusado de influenciar no resultado quando a disputa pelo mundial estiver mais definida.
*Para quem quiser conferir a entrevista na íntegra, em inglês, com a engenheira Gill Jones, tá aqui.

twitter: @prikinder

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O mais novo tricampeão

**texto originalmente publicado no #elascomentam - www.elascomentam.com.br (27/11/2012)**

Ele tem apenas 25 anos e entrou para a história do automobilismo mundial como o mais jovem piloto a ter três títulos mundiais e consecutivos. Sebastian Vettel agora faz parte de um time que conta com os brasileiros Ayrton Senna e Nelson Piquet, além do austríaco Niki Lauda, o britânico Jackie Stewart e o australiano Jack Brabham. E atrás de Alain Prost (França), com quatro títulos, Juan Manuel Fangio (Argentina) com cinco e Michael Schumacher (Alemanha) com sete.

Além disso, Vettel quebrou dois recordes que pertenciam há 21 anos a Ayrton Senna: o de mais jovem tricampeão da Fórmula 1, com 25 anos e 145 dias, enquanto o piloto brasileiro conquistava seu terceiro título com 31 anos e 213 dias. O alemão da Red Bull também é o piloto que levou menos tempo entre o primeiro e o terceiro título: apenas três anos, um a menos que Senna, que ganhou o primeiro mundial em 1988 e levou o tri em 1991.

Depois de 12 anos desde o último duelo na Fórmula 1 para a definição de um tricampeonato, entre Michael Schumacher e Mika Hakkinen, vencido pelo alemão que corria pela Ferrari, o encerramento da temporada em Interlagos foi mesmo de perder o fôlego. Inesquecível! Certamente, a melhor das 20 etapas até aqui em um mundial dos mais disputados e emocionantes deste século.

Vettel mostrou que é um jovem talento e que realmente mereceu conquistar o campeonato. Soube aproveitar a máquina que dirigia, ser veloz e preciso quando as circunstâncias o deixaram para trás, literalmente. Foi assim em Abu Dhabi, quando largou dos boxes, mas chegou em terceiro lugar. E no domingo, em Interlagos, quando na primeira volta sofreu um toque de Bruno Senna (Williams), rodou, caiu para último, teve problemas em uma das paradas de box e também precisou fazer uma corrida de recuperação. Uma corrida que teve como vencedor o inglês Jenson Button, da McLaren, e que contou com Fernando Alonso e Felipe Massa completando o pódio. O alemão da Red Bull fez o que precisava ter feito: terminou na sexta posição e garantiu o terceiro título mundial após 101 grandes prêmios na carreira.

Tento imaginar que se Vettel conhecesse o grupo Cidade Negra, teria cantado a música “A Estrada” que diz assim: “Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui/ Percorri milhas e milhas antes de dormir/ eu nem cochilei”. Porque o caminho para o tri não foi nada fácil. A arrancada só aconteceu mesmo na reta final da temporada, porque no primeiro semestre a única vitória tinha sido no GP do Bahrein. As outras quatro vezes (seguidas) que o alemão subiu ao lugar mais alto do pódio foram em Cingapura, Japão, Coreia do Sul e Índia. Em apenas em três corridas Vettel não marcou pontos (Malásia, Valencia e Monza). Mas foi no GP da Coreia que Vettel ultrapassou Fernando Alonso e foi para a liderança do mundial. (Para quem não se lembra, tem um texto sobre isso aqui no #Elascomentam: http://www.elascomentam.com.br/automobilismo/2012/10/17/vettel-agora-e-lider-e-quase-tricampeao)

Reconheço que Sebastian Vettel mostrou ser um piloto que está entre os grandes nomes da Fórmula 1 ao dominar sua Abbey (nome que o RB8 ganhou do alemão), mas não podemos nos esquecer de destacar o trabalho da equipe e principalmente do engenheiro inglês Adrian Newey. O projetista da Red Bull é o responsável pelo desenvolvimento dos carros da equipe e que chegou, com o título de construtores desta temporada, ao nono de sua carreira.

Fernando Alonso, que apostava em uma prova “bagunçada” no domingo tentou, lutou e chegou bem perto de ser o tricampeão da Fórmula 1. Apesar da chuva e de todos os acontecimentos na prova, a sorte estava mesmo do lado alemão e dos touros da Red Bull e o segundo lugar não foi suficiente para conquistar o sonhado título. Na temporada o piloto da Ferrari sofreu com um carro que evoluiu durante o campeonato, mas contou com episódios de muita sorte. As três vitórias conquistadas em 2012 (Malásia, Valencia e Alemanha) contaram muito mais com a raça e o talento de Alonso do que propriamente com a Ferrari que ele tinha nas mãos. Era garantia de mais emoção a cada etapa!

Campeões à parte, Sebastian Vettel e Fernando Alonso são, sem dúvida, dois grandes mitos da Fórmula 1.

Para quem, assim como eu, já está com saudade, vale a pena conferir o vídeo da BBC:




Ou ainda Hall of Fame, também da BBC, em homenagem ao tricampeão:




twitter: @prikinder

domingo, 25 de novembro de 2012

Interlagos: um cenário perfeito para o tricampeonato


São Paulo recebe a 20ª etapa do campeonato mundial de Fórmula 1 domingo. Além de ser a corrida que encerra a temporada, Interlagos vai entrar mais uma vez para a história. Será no Brasil que vamos conhecer o mais novo (e mais jovem) tricampeão da principal categoria do automobilismo mundial.

O duelo, agora, é decisivo: na liderança e na vantagem dos pontos está o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull. Enquanto isso, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, que está 13 pontos atrás na classificação, não vai desistir de reduzir essa vantagem durante a prova.

Desde que o GP do Brasil foi para o final da temporada, em 2004, esta é a sexta disputa de título que vai acontecer por aqui. Em 2005 e 2006, Fernando Alonso, pela equipe Renault, ganhou seus dois títulos em Interlagos. Em 2007 foi a vez de Kimi Räikkönen colocar a mão na taça na capital paulista quando ninguém esperava: o finlandês estava em terceiro lugar no campeonato e tinha chances matemáticas do título.  (Talvez só eu acreditasse e posso comprovar a premonição dessa “zebra”. Confiram no texto Felipe Massa sai na frente). em 2008 a disputa estava entre Felipe Massa e Lewis Hamilton. O brasileiro venceu a prova, mas quem levou o campeonato foi o inglês da McLaren. Em 2009, Jenson Button, da Brawn GP, comemorou o título antecipadamente em São Paulo, já que a última prova da temporada foi disputada em Abu Dhabi.

Os fanáticos por emoção podem se preparar: a previsão é de chuva para o horário da corrida! E este pode ser o diferencial do último episódio da batalha entre “cavalo” e “touros”, em uma temporada como poucas que tive a oportunidade de acompanhar em todos esses anos. Pelas regras sei que isso não vale, claro, mas que Vettel e Alonso mereciam dividir esse título, mereciam muito...

Trabalho em equipe é muito importante, mas a maturidade do piloto também conta. Vettel é favorito, tem a vantagem de estar em primeiro no campeonato, de ter o melhor carro. E está pilotando muito mais do que nos outros anos, sem dúvida. Mas a experiência muitas vezes fala mais alto e faz a diferença. Afinal não estar sob pressão pode significar pensar melhor e errar menos. E o próprio Alonso disse, em entrevista nessa quinta-feira que "na Fórmula 1 sempre há pressão, mas definitivamente temos menos do que em outras ocasiões, e talvez menos provavelmente do que se estivéssemos liderando o campeonato". O espanhol mostrou nesta temporada que é muito maior do que a máquina que ele pilota. Mesmo que em algumas vezes ele ainda teve mais sorte do que juízo!

Admiro e respeito muito o grande piloto que é Sebastian Vettel, mas dessa vez minha torcida será para Fernando Alonso conquistar o tricampeonato da F1.
Façam as suas apostas!!
O pole position em Interlagos é Lewis Hamilton, piloto que faz sua última corrida pela McLaren. Vettel larga em quarto e Alonso em sétimo (ganhou a posição depois de Pastor Maldonado, da Willians, ser punido e perder 10 posições.
Lembrando que também neste domingo acontece a despedida oficial de Michael Schumacher, da Mercedes, sete vezes campeão mundial da F1.
Twitter:@prikinder