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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

As imbatíveis Mercedes no Bahrein

(Foto: AFP)
(Foto: AFP)
No grande prêmio disputado no circuito internacional do Bahrein, a terceira etapa da temporada da Fórmula 1, a Mercedes segue confirmando o favoritismo em relação às demais equipes.
Se nas duas primeiras provas (Austrália e Malásia), a equipe inglesa andou rápido, no fim de semana com a vitória de Lewis Hamilton o time inglês agora lidera o campeonato com folga no mundial de construtores: 111 pontos, seguida de longe pela Force India, com 44 pontos. Nico Rosberg, que venceu na Austrália e chegou em segundo na Malásia e no Bahrein tem 61 pontos, enquanto Lewis Hamilton, com duas vitórias, está com 50 pontos.
A disputa entre os pilotos da mesma equipe está se tornando mais comum do que se imagina nessa chamada “nova Fórmula 1”, de motores menos potentes, com ruídos ainda estranhos aos nossos ouvidos, mas com cara de que cada corrida promete um pouco a mais de emoção do que vimos na temporada passada.
(Foto: AFP)
(Foto: AFP)
Se a atitude da Williams na corrida da Malásia, quando Felipe Massa teve de ouvir um “Bottas is faster than you” (a mesma que a Ferrari disse para o brasileiro em 2010 se referindo a Fernando Alonso), que por sinal foi muito criticada – e com toda razão -, dessa vez as equipes deixaram que os pilotos mostrassem, na pista, o que eram capazes de fazer.
Na corrida de número 900 da história da Fórmula 1, quem viu Hamilton segurando Rosberg “no braço”, e enfrentando o alemão, deve ter vibrado muito. E é essa Fórmula 1 repleta de disputas emocionantes, entre companheiros de equipe, de rivais, de novatos e dos mais experientes que gostamos de acompanhar. Na pista deu pra notar que o inglês não é campeão mundial por acaso e quer muito que isso se repita neste ano. Carro para isso ele tem. Capacidade, idem. Mas tem um colega de equipe que quer a mesma coisa. Aí, a decisão precisa ser na pista e não baseada em ordens de equipe.
Essa foi a 24ª vitória de Lewis, a terceira pelo time de Grove. Agora, ele se iguala a Juan Manuel Fangio e entra para a lista dos dez maiores vencedores da categoria.
A novidade dessa décima edição da corrida foi uma prova noturna, tal como acontece em Abu Dhabi, outra pista na região dos Emirados Árabes Unidos, e em Cingapura. Os organizadores investiram pesado em um sistema de iluminação no autódromo de Sakhir: o projeto contou com 495 postes de luz, além de 4.500 luminárias e mais de 500 quilômetros de cabos elétricos.
A próxima prova será disputada em Xangai, na China, no dia 20 de abril.
Priscila Cestari
@prikinder 

domingo, 22 de setembro de 2013

A vantagem no Bahrein

texto publicado originalmente em 23 abril 2013 no site #ElasComentam


O pódio no grande prêmio do Bahrein foi quase igual ao de 2012: no lugar mais alto estava Sebastian Vettel, da Red Bull, seguido por Kimi Räikkonen e Romain Grosjean, da Lotus. A exceção deste ano foi a presença de uma mulher para receber o troféu pela equipe vencedora: a engenheira Gill Jones, chefe do departamento de eletrônica do time austríaco. Na entrevista divulgada no site da Red Bull*, Gill disse que se sentia muito orgulhosa por ter sido escolhida para receber a taça pela equipe. E que o gesto foi uma forma de valorizar tanto a área em que ela atua como as mulheres que trabalham na F1.


Comemorações à parte, a quarta etapa do campeonato serviu também para Vettel celebrar a segunda vitória na temporada – a 28ª da carreira, superando o escocês Jackie Stewart –, seguir na liderança e abrir vantagem sobre Fernando Alonso. A Ferrari até chegou ao Bahrein como favorita, mesmo depois da pole conquistada por Nico Rosberg, da Mercedes. Mas problemas na asa traseira fizeram com que o espanhol cruzasse a linha de chegada em oitavo, e Felipe Massa, com dois pneus furados e mais pitstops do que o previsto, terminasse a prova em 15º.
Quem se deu bem com essa “falta de sorte” da Ferrari foi a Lotus. Nos treinos de classificação, o E21 não foi nada bem, tanto que Räikkönen largou em sétimo e Grosjean em 11º. Mas os pilotos fizeram uma prova de recuperação, com destaque para a estratégia de Kimi, de apenas duas paradas. Assim como na etapa da Austrália, o finlandês conseguiu administrar o uso dos pneus durante a prova. Foi um ótimo resultado para a Lotus, que levou os dois pilotos para o pódio, ocupa o segundo lugar no mundial de construtores e tem Räikkönen como o vice-lider da competição, com 67 pontos.
Apesar de a McLaren não estar lá essas coisas na temporada, quem protagonizou momentos “animados” no deserto do Sakhir foi o piloto Sergio Perez. Talvez motivado pelas declarações do chefe Martin Whitmarsh – que pediu para o mexicano ser mais agressivo – fez várias ultrapassagens na pista e até chegou a tocar no companheiro Jenson Button. Perez terminou a prova em sexto lugar e o inglês em décimo. E antes mesmo que isso se transformasse em mais uma briga interna de equipe, os dois pilotos já conversaram. Só precisam entender que é muito legal competir, disputar posições na pista, mas sem colocar tudo a perder.
E falando em Button e Perez, quer adivinhar com eles alguns circuitos da temporada? A SkySports fez uma brincadeira com os pilotos da McLaren. A conferir:


Mas se as conversas vão dar certo ou não, se a falta de sorte da Ferrari vai ficar pra trás, se a Lotus vai continuar sendo um carro equilibrado e se Vettel vai abrir vantagem, só vamos saber no próximo grande prêmio, que será disputado em Barcelona, na Espanha. E correndo em casa, quem chega com a obrigação de melhorar o resultado é Fernando Alonso. Vale lembrar que nesta semana a Pirelli, fabricante dos pneus da F1, deve fazer algumas alterações nos compostos e que vão valer a partir do circuito da Catalunha. Afinal, ninguém quer ser acusado de influenciar no resultado quando a disputa pelo mundial estiver mais definida.
*Para quem quiser conferir a entrevista na íntegra, em inglês, com a engenheira Gill Jones, tá aqui.

twitter: @prikinder