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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Brasil garantido na F1 em 2014

Texto originalmente publicado em 12 de novembro 2013 no site #ElasComentam
Desde setembro, quando Felipe Massa anunciou que não teria o contrato renovado pela Ferrari, quem acompanha a Fórmula 1 ficou preocupado. Afinal, para onde ele poderia ir? Especulações não faltaram: desde a possibilidade de a nova casa ser a Lotus e correr no lugar de Kimi Raïkkönen (que vai para o time italiano no ano que vem), passando por tentar a sorte na Stock Car e de até mesmo pensar em aposentadoria.
Mas o caminho para o brasileiro de 32 anos foi mesmo a Williams. A equipe fez o anúncio na segunda-feira, em Grove, na Inglaterra. O contrato é por duas temporadas e ainda poderá ser renovado por mais uma. Com a saída do venezuelano Pastor Maldonado, Massa será o companheiro do finlandês Valtteri Bottas em 2014.
Fundada em 1977, a Williams tem nove títulos mundiais e sete de construtores, conquistados entre as décadas de 1980 e 1990. O último campeonato de pilotos da escuderia inglesa é de 1997, do canadense Jacques Villeneuve. Além de ter sido a casa de Alain Prost, Nigel Mansell e Damon Hill, a equipe já teve outros seis brasileiros pilotando seus carros: Nelson Piquet, Ayrton Senna, Antonio Pizzonia, Rubens Barrichello e Bruno Senna.
Depois da Ferrari, ser piloto de um time que é um dos mais tradicionais da categoria será um desafio. Apesar das mudanças que a F1 vai sofrer no próximo ano, tudo indica que a experiência de 12 temporadas na categoria será importante para ajudar no desenvolvimento do novo carro que vai contar com o motor Mercedes. Segundo o chefe da equipe Frank Williams, a contratação de Massa faz parte de um projeto para começar um novo capítulo na história do time inglês, já que nos últimos cinco anos a escuderia não foi além de dois sextos lugares no mundial de construtores.
Era claro que há muito tempo não havia mais espaço para Felipe na Ferrari e que todos os esforços estavam voltados para Fernando Alonso e a conquista do tricampeonato do espanhol. Mas durante o tempo em que esteve no time italiano, além de ter sido sempre o fiel escudeiro para ajudar a equipe a conquistar o mundial de construtores (2007 e 2008), Massa conquistou onze vitórias e foi vice-campeão em 2008, quando perdeu o título para Lewis Hamilton na última corrida, em Interlagos. E foi pela Ferrari também que o brasileiro sofreu o acidente mais grave da carreira, em Budapeste (2009) durante os treinos para o grande prêmio da Hungria.
Antes de dar o adeus definitivo aos italianos e trocar o vermelho pelo azul, Felipe ainda disputa duas provas que faltam para encerrar a temporada (Austin e Interlagos). E no último final de semana, a Ferrari organizou uma festa de despedida para o brasileiro. Depois de oito anos como piloto oficial do time de Maranello, Massa foi homenageado por 15 mil tifosi (torcedores da escuderia italiana) no circuito de Mugello, em Florença (Itália).
Boa sorte nesta nova fase, Felipe!
#Rapidinhas
Stockcar: Na penúltima etapa da Stock Car disputada no autódromo internacional Nelson Piquet, em Brasília, Thiago Camilo (Ipiranga/RCM) conquistou a vitória e assumiu a liderança do campeonato. Faltando apenas uma prova, a Corrida do Milhão, que acontece no dia 15 de dezembro em Interlagos, agora são quatro os pilotos que estão em busca do título da temporada. Thiago tem 185 pontos, quatro a frente de Daniel Serra (Red Bull Mattheis), o segundo colocado. Ricardo Maurício (Eurofarma-RC) é o terceiro com 178 pontos e Cacá Bueno (Red Bull Mattheis) o quarto com 160 pontos. Lembrando que a pontuação será dobrada e quem vencer leva 48 pontos.
Formula Truck: Assim como a Stock Car, a decisão do campeonato brasileiro da Fórmula Truck também ficou para a última etapa, que será disputada no dia 8 de dezembro em Brasília. Felipe Giaffone (RM Competições/MAM) venceu a prova do final de semana no autódromo internacional de Curitiba, na cidade de Pinhais (PR). O paulista largou na pole, perdeu posições na largada, mas recuperou a liderança na 18ª volta. Com a vitória, Giaffone entrou na briga pelo título ao chegar aos 114 pontos. Na disputa também estão Beto Monteiro (Scuderia Iveco) com 135 pontos, Régis Boessio (ABF Desenvolvimento Team) com 119 pontos e Leandro Totti (RM Competições/MAM) com 116 pontos.
Kimi Räikkönen só em 2014: O finlandês não vai mais correr pela Lotus neste ano. Räikkönen, que será piloto da Ferrari na próxima temporada, vai passar por uma cirurgia na coluna e a previsão é de que ele precise de até quatro semanas para se recuperar. Desde o grande prêmio de Cingapura, o campeão de 2007 vem sentindo fortes dores nas costas e que se tornavam insuportáveis a cada corrida. Claro que não duvido que ele esteja com esse problema, mas até onde isso não o ajudou a se livrar dos problemas financeiros que estava tendo com o time de Enstone e já pensar em 2014?
Fotos: Felipe Massa: Divulgação @WilliamsF1 Team// Thiago Camilo: Carsten Horst/Divulgação
Twitter: @prikinder

domingo, 22 de setembro de 2013

Levantou poeira

texto publicado originalmente em 14 de agosto 2013 no site #ElasComentam

A sétima etapa da Stock Car disputada em Ribeirão Preto durante o fim de semana poderia ter tido facilmente uma trilha sonora: “Poeira”, de Sergio Reis. Resgatando algumas raízes do interior paulista, lembrei-me de que a música fala de um carro de boi que vai levantando poeira, poeira vermelha no sertão. No caso do automobilismo quem levantou muita poeira vermelha, mas no asfalto e com carro de turismo, foi Thiago Camilo (Ipiranga-RCM). Depois da largada ele passou de quinto para o terceiro lugar e com as ultrapassagens sobre Átila Abreu (Mobil Super Pioneer Racing) e Max Wilson (Eurofarma RC) nas voltas finais, o piloto do carro #21 conquistou a primeira vitória do ano e a 14ª na carreira.
Apesar de a corrida ser disputada em Ribeirão Preto pela quarta vez, o traçado agora é outro. A pista deixou de ser do lado do Mercadão, na zona sul, e foi para o Distrito Industrial, zona norte da cidade. A mudança fez diferença: como as ruas do novo circuito eram mais largas, foi possível acompanhar várias ultrapassagens e disputas por posições. Nas provas anteriores isso praticamente não existia porque a pista era estreita e sair nas primeiras filas era o que costumava garantir um bom resultado.
E falando em novidades, quem também era a atração da prova de Ribeirão era o “Pé Vermelho”(*) das pistas, Helio Castroneves. Apesar da maioria das pessoas acharem que ele é nativo da Califórnia Brasileira, ele nasceu em São Paulo. Com dois anos de idade, foi com a família para a cidade localizada no centro do estado. Viveu lá até 1995 quando se mudou para a Inglaterra, para disputar a Fórmula 3 Britânica. Seu Helio e dona Sandra vivem em Ribeirão Preto até hoje.
Mas, quiseram os deuses da velocidade (sim, sempre eles) que o piloto da Penske, líder do campeonato da Fórmula Indy, não disputasse a corrida em casa. Na sexta-feira anterior à prova, a bordo do carro da equipe Shell Racing/A. Mattheis Motorsport, Castroneves participava de um treino extra, justamente por ser convidado da categoria. Na reta, a 180 km/h, ficou sem freios, bateu no muro paralelo à pista e depois na barreira de proteção a 101 km/h. (Muro esse que, segundo a assessoria de imprensa do piloto, ele tinha apontado na quinta-feira como um ponto perigoso na pista.). O resultado: três pontos na canela, dores musculares e o veto do diretor médico da categoria, Dino Altmann.
Há quem diga que o problema com Castroneves foi muito ruim para a imagem da Stock Car. E que para ele correr na categoria, disputando um campeonato internacional, era um risco. Mas, mesmo com o acidente e fora da prova do domingo, todo mundo só falava dele e se tornou o centro das atenções. No final das contas, Helio assistiu a corrida na cabine de transmissão da TV Globo e ficou na função de comentarista convidado, ao lado de Sérgio Mauricio e Reginaldo Leme. E não é que ele até se saiu bem!?
A ideia de trazer pilotos internacionais para disputar campeonatos no Brasil sempre chama a atenção da mídia (e do público) e deveria ser melhor aproveitada. Isso me faz lembrar o final do ano passado com a Corrida do Milhão, em Interlagos. Assim como em Ribeirão Preto, os ingressos se esgotaram rapidamente porque na pista também estavam três pilotos que disputaram o campeonato da Indy em 2012: Helio Castroneves, Rubens Barrichello e Tony Kanaan. Todo mundo queria vê-los, estar perto e guardar uma lembrança. E isso sempre atrai muita gente para os autódromos.
A vitória em Ribeirão Preto levou Thiago Camilo ao terceiro lugar no campeonato, com 112 pontos. O novo líder é Cacá Bueno (Red Bull Racing) com 124 pontos, e Ricardo Maurício (Eurofarma RC), ocupa o segundo lugar, com 123 pontos. Faltando cinco provas para o fim da temporada, a briga pelo título está cada vez mais acirrada. A próxima etapa será disputada em Cascavel, no Paraná, no dia 01 de setembro.
Fotos: Duda Bairros/Stock Car
(*) “Pé Vermelho” ou “Caipira” significa que a pessoa é do interior dos estados de São Paulo, Paraná ou Goiás. No livro “O Caminho da Vitória” (Ed. Gaia, 2011), Helio Castroneves conta que em São Paulo, aos 12 anos, treinava com cerca de vinte pilotos da mesma idade, entre eles Tony Kanaan, Felipe Giaffone, Bruno Junqueira, Rodrigo Casarini e Enrique Bernoldi. Eles o chamavam de Caipira ou de Pé Vermelho, por causa da terra vermelha de Ribeirão Preto. “Eu fazia de tudo para provar a eles que, mesmo sendo um Pé Vermelho, era um Pé Vermelho bom”. (Acho que ele conseguiu!)
Twitter: @prikinder

domingo, 7 de agosto de 2011

Momentos inesquecíveis em Interlagos: Corrida do Milhão

Acompanho a Stock Car há mais de dez anos e acredito que hoje assisti a uma das melhores corridas de todos os tempos. E não poderia ter sido melhor: acompanhar diretamente de Interlagos, que é o templo do automobilismo brasileiro.

Foto:Thiago Camilo (RMC/SP) - Carsten Horst/Hyset
Essa foi a segunda corrida do milhão que acompanhei no autódromo (com a de hoje foram três edições especiais disputadas na Stock Car). Mas, a de hoje, sem dúvida, vai ficar na história. Não só pelo fato do piloto Thiago Camilo ter vencido e levado o prêmio de 1 milhão de reais, mas pelas disputas que vi no final da reta de chegada  e no S do Senna. O lugar na arquibancada foi privilegiadíssimo e ainda contamos com a ajuda da tecnologia (da TV Digital e do acesso à internet , tudo pelo celular) para saber o que estava acontecendo nas outras partes do autódromo aonde os olhos não alcançavam.

Vi Max Wilson largar dos boxes na 30ª posição e chegar em 3º lugar. Vi a briga entre Daniel Serra, Marcos Gomes e Allam Khodair pelas primeiras posições. Vi  Jacques Villeneuve, campeão mundial de 1997, de Fórmula Indy e das 500 Milhas de Indianápolis, divertindo-se muito durante a corrida e ser ovacionado cada vez que passava pelas arquibancadas. Vi 10 mil pessoas andando pela área do paddock antes da corrida começar. Vi balões amarelos desaparecerem no céu antes da largada... Tantas imagens, assim como a corrida deste domingo, que entram para a lista dos momentos inesquecíveis da minha vida.

A próxima corrida da Stock Car será disputada no dia 04 de setembro em Salvador, Bahia. Lá serão decididos os 10 pilotos que vão disputar a super final. Com a vitória em Interlagos, Thiago Camilo mantém a liderança do campeonato com 122 pontos, seguido de Max Wilson (87), Cacá Bueno e Átila Abreu (83), Ricardo Maurício (70), Popó Bueno (68), Marcos Gomes (59), Daniel Serra (47), Allam Khodair (46) e Duda Pamplona (42).

Foto: Tuka Rocha (Vogel/SP) - Carsten Horst/Hyset
E só estive em Interlagos hoje por causa do convite do Fã Clube Oficial do Piloto Tuka Rocha. Em nome da Rosana agradeço todos que proporcionaram nossa participação na torcida. 
Valeu mesmo, @TUKAROCHAFCO!!!