texto publicado originalmente em 09 de maio
2013 no site#ElasComentam
Este foi o segundo ano que estive no circuito do Anhembi, em São Paulo, para acompanhar a Fórmula Indy. Fiquei bem pertinho do “S do Samba” e o melhor que dessa vez o meu ingresso também dava acesso às garagens. Uma experiência inesquecível, sem dúvida, daquelas que a gente carrega para a vida toda. Por isso, no texto dessa semana vou compartilhar com os amigos e amigas que acompanham o #ElasComentam algumas das experiências que se têm quando participamos de um evento esportivo como a São Paulo Indy 300.
Uma delas foi acompanhar o duelo nas voltas finais entre James Hinchcliffe (Andretti Autosport) e Takuma Sato (AJ Foyt). A decisão da prova aconteceu só na última curva, a Curva da Vitória. O canadense venceu a segunda corrida nesta temporada e o japonês assumiu a liderança do campeonato, com 136 pontos. Marco Andretti (Andretti Autosport) terminou a prova em terceiro e também ultrapassou Helio Castroneves (Penske) no campeonato. O brasileiro não fez uma boa corrida e chegou em 13º lugar.
Em outro momento, vibrei muito quando Tony Kanaan (KV Racing) ultrapassou Ryan Hunter-Reay (Andretti Autosport) e levantou a torcida no Anhembi. Mas também fiquei triste quando o telão mostrou o carro vermelho parando bem em cima da linha de chegada, depois de uma pane seca, tirando ali todas as chances de um piloto brasileiro vencer em São Paulo… Durante a entrevista coletiva, o próprio Kanaan disse que até esqueceu da dor que estava sentindo na mão direita, resultado do acidente na corrida de Long Beach. “Até faltar 20 voltas para o final, atrapalhou. Depois foi o coração que doeu.” Doeu o nosso coração também, Tony, pode ter certeza!
Neste vídeo há um resumo da quarta etapa do campeonato. Vale a pena ver (e rever)!
Lá no Anhembi também tive a impressão de que um segundo pode ser muito menos do que um piscar de olhos. No primeiro treino livre do sábado, Simon Pagenaud (Schimidt/Hamilton Motorsports) – que dizem ser o Helio Castroneves ‘Cover’ da Indy (será?) –, perdeu o controle na segunda perna do “S do Samba”. Ali, bem na minha frente o francês bateu forte na proteção de concreto. O barulho impressiona. Pedaços da carenagem voam pelo ar. Fotógrafos tentam desviar dos estilhaços. O carro se arrasta com a suspensão dianteira direita toda arrebentada. Há fumaça e fogo na roda traseira esquerda. O piloto fica inerte dentro do cockpit. Tudo isso é tão rápido e acontece ao mesmo tempo que a ficha só caiu quando pisquei os olhos e vi os mesmos fotógrafos clicando o acidente, os homens do resgate com extintores de incêndio nas mãos e o piloto saindo do carro, são e salvo. O coração acelera e as mãos tremem. Que susto!
Outra sensação bem bacana foi entrar naquele pavilhão imenso e dar de cara com boxes das equipes. Onde estavam os carros da Bia Figueiredo (Dale Coyne), Helio Castroneves e Tony Kanaan sempre havia fãs tentando uma foto ou um autógrafo. Um moço, que não deu tempo de perguntar o nome, foi muito gentil e passou para o Helio a minha camiseta pra ele autografar. (De qualquer forma, aproveito para agradecer muito aquele moço que fez o meu dia ainda mais feliz!) E assim como eu, quem conseguia estar ali saia radiante como se tivesse conquistado um troféu! Mas o que chamou mais a atenção foi no final da sessão do treino que definiu o grid de largada o Helinho foi muito atencioso e atendeu os muitos fãs que ficaram esperando por ele na grade. Legal demais!
E o coração bateu mais forte ali muitas outras vezes: quando ouvi o motor de um dos carros da equipe Panther funcionando… Quando vi de perto o Michael Andretti e consegui uma foto dele antes de ir para o pitlane. Na sequência, olhar para o Ryan Hunter-Reay saindo logo atrás dele e gritar “Ryan!”, ele olhar, abrir um sorriso lindo e posar para a minha câmera. Depois, ver de longe o Scott Dixon (Chip Ganassi Racing) sair correndo para o segundo treino livre. Ganhei até um sinal de “curtir” do colombiano Sebastian Saavedra (Dragon Racing) na saída do pavilhão! E ainda ver o pessoal da televisão japonesa IPCTV no pit do Takuma Sato. Tive a oportunidade de falar com uma dupla que admiro dentro e fora das pistas: Teo José e Felipe Giaffone. E no final ainda consegui uma foto com o Will Power, que dessa vez nem terminou a corrida… (Será que eu sou pé frio!?)
Para quem foi até o Anhembi ou acompanhou a São Paulo Indy 300 pela tevê já percebeu que este é um evento que entrou definitivamente no calendário esportivo da cidade. Os ingressos dos 13 setores espalhados pela pista têm preços para todos os bolsos! O sistema especial de transporte conta com cinco mini-terminais saindo de diferentes locais da cidade e é bem organizado. (Sim, eu fui de ônibus e experimentei o serviço!). E apesar dos preços serem sempre muito mais altos do que realmente valem (seja comida, bebida ou produtos oficiais do evento), a estrutura está melhor a cada ano. O circuito do Anhembi garante experiências inesquecíveis e muitas emoções. Dentro e fora da pista.
texto publicado originalmente em 02 de maio 2013 no site #ElasComentam
O circuito de rua do Anhembi, onde será disputada
a quarta etapa do campeonato de Fórmula Indy, conheceu até agora um único
vencedor: Will Power. Em São Paulo, o piloto da equipe Penske subiu três vezes
no lugar mais alto do pódio. E para quem (como eu) já viu bem de perto esse
australiano fazer as curvas do “S do Samba” sabe que ele acelera muito por
aqui. O domingo da corrida vai ser de sol e pelo menos 40 mil pessoas no
Anhembi. A SP Indy 300 promete muita emoção! Não dá pra perder!
Foi em
São Paulo também que Power conquistou sua última vitória na Indy. Neste ano, a
temporada não está sendo das melhores para o atual tri-vice-campeão do mundo.
Ele está em 8ª no campeonato com 62 pontos e não chega à capital paulista como
favorito porque dessa vez tem Brasil na liderança! Helio Castroneves tem 99
pontos, conquistados com dois segundos lugares na temporada e um décimo lugar
na última corrida disputada em Long Beach, Califórnia.
Criado
pelo projetista neozeolandês Tony Cotman, o traçado do Anhembi tem 4.080 metros
e inclui a pista do sambódromo, a avenida Olavo Fontoura e a Marginal Tietê. E
mais: o circuito conta com uma reta de 1,5 quilômetros, a maior de todo o
campeonato e onde os carros podem atingir até 300 km/h. Nessa pista os pilotos
precisam demonstrar habilidade e as equipes encontrar o melhor acerto para os
carros. Além de exigir ajustes que priorizem a aderência nas curvas, a
velocidade nas retas e o equilíbrio entre esses dois pontos.
A São
Paulo Indy 300 foi disputada pela primeira vez em março de 2010. A prova abriu
a temporada daquele ano e a estreia foi marcada por muita expectativa, chuva e
problemas na organização. Naquele fim de semana, o treino classificatório
aconteceu no domingo porque o produto usado sobre o cimento (e que dá aquele efeito
bonito durante o carnaval) deixava a pista lisa e perigosa. Foi aí que pilotos
e organização tomaram uma atitude: o piso da reta do Sambódromo foi lixado para
que os carros conseguissem ter mais aderência. Esse foi o ano em que tivemos
mais brasileiros numa prova: Bia Figueiredo, Helio Castroneves, Mario
Romancini, Mario Morais, Raphael Mattos, Tony Kanaan e Vitor Meira, que subiu
no pódio no terceiro lugar.
No ano
seguinte, a organização até melhorou, mas o cenário foi praticamente o mesmo
por causa da chuva. E que chuva! Por conta disso, a organização foi obrigada a
transferir a corrida para a segunda-feira, mesmo com a pista ainda molhada. O
brasileiro melhor colocado na prova foi, de novo, Vitor Meira, em 17º lugar.
Em 2012,
Will Power confirmou o favoritismo: fez a pole e venceu pela terceira vez.
Helio Castroneves, companheiro do australiano na Penske, foi o melhor
brasileiro na corrida: chegou em quarto lugar. Rubens Barrichello, em ano de
estreia na Indy pela equipe KV Racing, terminou a prova em 10ª. Já o
companheiro de equipe, Tony Kanaan se envolveu em um engavetamento no “S do
Samba” e chegou em 13º; Bia Figueiredo, completou a prova em 20º.
Falando
em “S do Samba”, apesar de sempre garantir as maiores emoções durante a prova,
a organização modificou a curva para a corrida deste ano. O trecho no fim da
reta do Sambódromo foi alargado para diminuir o número de acidentes.
texto publicado originalmente em 23 abril 2013no site#ElasComentam
O pódio no grande prêmio do Bahrein foi quase igual ao de 2012: no lugar mais alto estava Sebastian Vettel, da Red Bull, seguido por Kimi Räikkonen e Romain Grosjean, da Lotus. A exceção deste ano foi a presença de uma mulher para receber o troféu pela equipe vencedora: a engenheira Gill Jones, chefe do departamento de eletrônica do time austríaco. Na entrevista divulgada no site da Red Bull*, Gill disse que se sentia muito orgulhosa por ter sido escolhida para receber a taça pela equipe. E que o gesto foi uma forma de valorizar tanto a área em que ela atua como as mulheres que trabalham na F1.
Comemorações à parte, a quarta etapa do campeonato serviu também para Vettel celebrar a segunda vitória na temporada – a 28ª da carreira, superando o escocês Jackie Stewart –, seguir na liderança e abrir vantagem sobre Fernando Alonso. A Ferrari até chegou ao Bahrein como favorita, mesmo depois da pole conquistada por Nico Rosberg, da Mercedes. Mas problemas na asa traseira fizeram com que o espanhol cruzasse a linha de chegada em oitavo, e Felipe Massa, com dois pneus furados e mais pitstops do que o previsto, terminasse a prova em 15º.
Quem se deu bem com essa “falta de sorte” da Ferrari foi a Lotus. Nos treinos de classificação, o E21 não foi nada bem, tanto que Räikkönen largou em sétimo e Grosjean em 11º. Mas os pilotos fizeram uma prova de recuperação, com destaque para a estratégia de Kimi, de apenas duas paradas. Assim como na etapa da Austrália, o finlandês conseguiu administrar o uso dos pneus durante a prova. Foi um ótimo resultado para a Lotus, que levou os dois pilotos para o pódio, ocupa o segundo lugar no mundial de construtores e tem Räikkönen como o vice-lider da competição, com 67 pontos.
Apesar de a McLaren não estar lá essas coisas na temporada, quem protagonizou momentos “animados” no deserto do Sakhir foi o piloto Sergio Perez. Talvez motivado pelas declarações do chefe Martin Whitmarsh – que pediu para o mexicano ser mais agressivo – fez várias ultrapassagens na pista e até chegou a tocar no companheiro Jenson Button. Perez terminou a prova em sexto lugar e o inglês em décimo. E antes mesmo que isso se transformasse em mais uma briga interna de equipe, os dois pilotos já conversaram. Só precisam entender que é muito legal competir, disputar posições na pista, mas sem colocar tudo a perder.
E falando em Button e Perez, quer adivinhar com eles alguns circuitos da temporada? A SkySports fez uma brincadeira com os pilotos da McLaren. A conferir:
Mas se as conversas vão dar certo ou não, se a falta de sorte da Ferrari vai ficar pra trás, se a Lotus vai continuar sendo um carro equilibrado e se Vettel vai abrir vantagem, só vamos saber no próximo grande prêmio, que será disputado em Barcelona, na Espanha. E correndo em casa, quem chega com a obrigação de melhorar o resultado é Fernando Alonso. Vale lembrar que nesta semana a Pirelli, fabricante dos pneus da F1, deve fazer algumas alterações nos compostos e que vão valer a partir do circuito da Catalunha. Afinal, ninguém quer ser acusado de influenciar no resultado quando a disputa pelo mundial estiver mais definida.
*Para quem quiser conferir a entrevista na íntegra, em inglês, com a engenheira Gill Jones, tá aqui.
texto publicado originalmente em 16 abril 2013 no site www.elascomentam.com.br
Três vitórias de três pilotos diferentes, de três equipes diferentes.
A temporada de 2013 da Fórmula 1 começa igual ao ano passado, sem ninguém saber, por enquanto, quem é o favorito ou a melhor equipe. Mas o que ninguém duvida é que a estratégia no uso dos pneus aliada à experiência dos pilotos é o que fez e vai continuar fazendo a diferença nas próximas corridas.
Ao vencer o GP da China, em Xangai, Fernando Alonso encerrou um jejum após 12 corridas. A última vitória do espanhol foi no GP da Alemanha, em julho do ano passado. Com o resultado, o piloto da Ferrari conquistou a 31ª vitória da carreira, igualando-se ao inglês Nigel Mansell. O espanhol agora está na lista como o quarto maior vencedor da F1, atrás de Ayrton Senna (41), Alain Prost (51) e Michael Schumacher (91).
Não sou muito fã dessas ondas de “futurologias”, e ainda mais em início de temporada. Mas a impressão que tenho é a de que Alonso está mesmo muito determinado em ser campeão mundial neste ano. A briga para o terceiro título na carreira do espanhol está apenas começando: dentro da equipe, com Felipe Massa, que o superou nos treinos de classificação nas duas primeiras etapas e no treino livre da sexta-feira em Xangai. E na pista: com os demais campeões mundiais Sebastian Vettel, Kimi Raikkönen ou ainda Lewis Hamilton. Ao meu ver, a Red Bull ainda não se entendeu com os pneus, a Mercedes ainda precisa de ajustes e a Lotus ainda tem altos e baixos nos acertos dos carros.
É verdade que Alonso realmente não parece preocupado se Massa anda na frente nos treinos… Ou se Hamilton faz a pole. Ou se tem briga interna na Red Bull. O que ele quer mesmo é levar o F138 mais vezes para o alto do pódio, ter regularidade na pista e marcar pontos, porque sabe que o carro já se mostrou forte nessas primeiras provas. A maior ameaça está nos pneus: se a Pirelli resolver alterá-los para compostos mais duros – e que se desgastam menos – a partir da temporada europeia (ou seja, depois do GP do Bahrein, que é a próxima etapa), o time de Maranello pode sentir a diferença, já que os carros tiveram melhor desempenho com compostos mais macios.
Apesar da vitória, Alonso está em terceiro no campeonato com 43 pontos, atrás de Räikkönen com 49 pontos e Vettel com 52 pontos. E o piloto da Ferrari só não lidera o campeonato porque, na abertura da temporada em Melbourne, na Austrália, foi pego de surpresa pela estratégia da Lotus de Kimi Räikkönen e terminou a prova em segundo lugar. E porque em Sepang, no GP da Malásia, bateu na traseira de Sebastian Vettel, não trocou o bico do carro e abandonou a prova.
Compartilho com vocês um video bem legal com os melhores momentos da corrida em Xangai editado com a trilha sonora de Jason Derulo – Ridin’ Solo:
Mas tudo é uma questão de tempo.
Agora a F1 segue para o deserto do Sakhir e neste final de semana vamos acompanhar o GP do Bahrein, que no ano passado teve a vitória de Sebastian Vettel de ponta a ponta.
Ele tem apenas 25 anos e entrou para a história do automobilismo mundial como o mais jovem piloto a ter três títulos mundiais e consecutivos. Sebastian Vettel agora faz parte de um time que conta com os brasileiros Ayrton Senna e Nelson Piquet, além do austríaco Niki Lauda, o britânico Jackie Stewart e o australiano Jack Brabham. E atrás de Alain Prost (França), com quatro títulos, Juan Manuel Fangio (Argentina) com cinco e Michael Schumacher (Alemanha) com sete.
Além disso, Vettel quebrou dois recordes que pertenciam há 21 anos a Ayrton Senna: o de mais jovem tricampeão da Fórmula 1, com 25 anos e 145 dias, enquanto o piloto brasileiro conquistava seu terceiro título com 31 anos e 213 dias. O alemão da Red Bull também é o piloto que levou menos tempo entre o primeiro e o terceiro título: apenas três anos, um a menos que Senna, que ganhou o primeiro mundial em 1988 e levou o tri em 1991.
Depois de 12 anos desde o último duelo na Fórmula 1 para a definição de um tricampeonato, entre Michael Schumacher e Mika Hakkinen, vencido pelo alemão que corria pela Ferrari, o encerramento da temporada em Interlagos foi mesmo de perder o fôlego. Inesquecível! Certamente, a melhor das 20 etapas até aqui em um mundial dos mais disputados e emocionantes deste século.
Vettel mostrou que é um jovem talento e que realmente mereceu conquistar o campeonato. Soube aproveitar a máquina que dirigia, ser veloz e preciso quando as circunstâncias o deixaram para trás, literalmente. Foi assim em Abu Dhabi, quando largou dos boxes, mas chegou em terceiro lugar. E no domingo, em Interlagos, quando na primeira volta sofreu um toque de Bruno Senna (Williams), rodou, caiu para último, teve problemas em uma das paradas de box e também precisou fazer uma corrida de recuperação. Uma corrida que teve como vencedor o inglês Jenson Button, da McLaren, e que contou com Fernando Alonso e Felipe Massa completando o pódio. O alemão da Red Bull fez o que precisava ter feito: terminou na sexta posição e garantiu o terceiro título mundial após 101 grandes prêmios na carreira.
Tento imaginar que se Vettel conhecesse o grupo Cidade Negra, teria cantado a música “A Estrada” que diz assim: “Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui/ Percorri milhas e milhas antes de dormir/ eu nem cochilei”. Porque o caminho para o tri não foi nada fácil. A arrancada só aconteceu mesmo na reta final da temporada, porque no primeiro semestre a única vitória tinha sido no GP do Bahrein. As outras quatro vezes (seguidas) que o alemão subiu ao lugar mais alto do pódio foram em Cingapura, Japão, Coreia do Sul e Índia. Em apenas em três corridas Vettel não marcou pontos (Malásia, Valencia e Monza). Mas foi no GP da Coreia que Vettel ultrapassou Fernando Alonso e foi para a liderança do mundial. (Para quem não se lembra, tem um texto sobre isso aqui no #Elascomentam: http://www.elascomentam.com.br/automobilismo/2012/10/17/vettel-agora-e-lider-e-quase-tricampeao)
Reconheço que Sebastian Vettel mostrou ser um piloto que está entre os grandes nomes da Fórmula 1 ao dominar sua Abbey (nome que o RB8 ganhou do alemão), mas não podemos nos esquecer de destacar o trabalho da equipe e principalmente do engenheiro inglês Adrian Newey. O projetista da Red Bull é o responsável pelo desenvolvimento dos carros da equipe e que chegou, com o título de construtores desta temporada, ao nono de sua carreira.
Fernando Alonso, que apostava em uma prova “bagunçada” no domingo tentou, lutou e chegou bem perto de ser o tricampeão da Fórmula 1. Apesar da chuva e de todos os acontecimentos na prova, a sorte estava mesmo do lado alemão e dos touros da Red Bull e o segundo lugar não foi suficiente para conquistar o sonhado título. Na temporada o piloto da Ferrari sofreu com um carro que evoluiu durante o campeonato, mas contou com episódios de muita sorte. As três vitórias conquistadas em 2012 (Malásia, Valencia e Alemanha) contaram muito mais com a raça e o talento de Alonso do que propriamente com a Ferrari que ele tinha nas mãos. Era garantia de mais emoção a cada etapa!
Campeões à parte, Sebastian Vettel e Fernando Alonso são, sem dúvida, dois grandes mitos da Fórmula 1.
Para quem, assim como eu, já está com saudade, vale a pena conferir o vídeo da BBC:
Ou ainda Hall of Fame, também da BBC, em homenagem ao tricampeão:
São Paulo recebe a 20ª etapa do campeonato mundial de Fórmula 1 domingo. Além de ser a corrida que encerra a temporada, Interlagos vai entrar mais uma vez para a história. Será no Brasil que vamos conhecer o mais novo (e mais jovem) tricampeão da principal categoria do automobilismo mundial.
O duelo, agora, é decisivo: na liderança e na vantagem dos pontos está o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull. Enquanto isso, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, que está 13 pontos atrás na classificação, não vai desistir de reduzir essa vantagem durante a prova.
Desde que o GP do Brasil foi para o final da temporada, em 2004, esta é a sexta disputa de título que vai acontecer por aqui. Em 2005 e 2006, Fernando Alonso, pela equipe Renault, ganhou seus dois títulos em Interlagos. Em 2007 foi a vez de Kimi Räikkönen colocar a mão na taça na capital paulista quando ninguém esperava: o finlandês estava em terceiro lugar no campeonato e tinha chances matemáticas do título. (Talvez só eu acreditasse e posso comprovar a premonição dessa “zebra”. Confiram no texto Felipe Massa sai na frente). Já em 2008 a disputa estava entre Felipe Massa e Lewis Hamilton. O brasileiro venceu a prova, mas quem levou o campeonato foi o inglês da McLaren. Em 2009, Jenson Button, da Brawn GP, comemorou o título antecipadamente em São Paulo, já que a última prova da temporada foi disputada em Abu Dhabi.
Os fanáticos por emoção podem se preparar: a previsão é de chuva para o horário da corrida! E este pode ser o diferencial do último episódio da batalha entre “cavalo” e “touros”, em uma temporada como poucas que tive a oportunidade de acompanhar em todos esses anos. Pelas regras sei que isso não vale, claro, mas que Vettel e Alonso mereciam dividir esse título, mereciam muito...
Trabalho em equipe é muito importante, mas a maturidade do piloto também conta. Vettel é favorito, tem a vantagem de estar em primeiro no campeonato, de ter o melhor carro. E está pilotando muito mais do que nos outros anos, sem dúvida. Mas a experiência muitas vezes fala mais alto e faz a diferença. Afinal não estar sob pressão pode significar pensar melhor e errar menos. E o próprio Alonso disse, em entrevista nessa quinta-feira que "na Fórmula 1 sempre há pressão, mas definitivamente temos menos do que em outras ocasiões, e talvez menos provavelmente do que se estivéssemos liderando o campeonato". O espanhol mostrou nesta temporada que é muito maior do que a máquina que ele pilota. Mesmo que em algumas vezes ele ainda teve mais sorte do que juízo!
Admiro e respeito muito o grande piloto que é Sebastian Vettel, mas dessa vez minha torcida será para Fernando Alonso conquistar o tricampeonato da F1.
Façam as suas apostas!!
O pole position em Interlagos é Lewis Hamilton, piloto que faz sua última corrida pela McLaren. Vettel larga em quarto e Alonso em sétimo (ganhou a posição depois de Pastor Maldonado, da Willians, ser punido e perder 10 posições.
Lembrando que também neste domingo acontece a despedida oficial de Michael Schumacher, da Mercedes, sete vezes campeão mundial da F1.
Ele é da turma do “tô nem aí”. Por isso tem quem admire e também quem não entenda o estilo Kimi Räikkönen de ser. O finlandês, apelidado de Iceman (Homem de Gelo) pela postura fria em momentos em que está sob pressão, conquistou no último domingo o lugar mais alto do pódio no GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pela 18ª etapa do mundial de Fórmula 1. Fez uma boa largada, passando do quarto para o segundo lugar e ainda aproveitou o abandono de Lewis Hamilton (McLaren) para se manter na liderança até o final da prova.
Depois de dois anos fora da F1, o piloto da Lotus/Renault subiu ao pódio sete vezes na temporada e só não marcou pontos no GP da China, em Xangai. No início do ano disse, durante os testes na Espanha, que voltou porque “queria voltar a correr”. Simples assim. A regularidade garante ao finlandês o terceiro lugar no campeonato, atrás apenas de Fernando Alonso, da Ferrari, e de Sebastian Vettel, da Red Bull.
E fazia tempo que o campeão da temporada de 2007 não subia no lugar mais alto do pódio!! A última vez havia sido no GP da Bélgica em 2009 pela Ferrari. Esta foi a 19ª vitória na carreira de Räikkönen. Além disso, ele se tornou o oitavo vencedor diferente da temporada de 2012. A corrida no circuito de Yas Marina também quebrou o jejum da Lotus: a última vitória do time inglês foi com Ayrton Senna, em 1987, no GP dos Estados Unidos.
E o “jeito Kimi de ser” é sempre algo que traz momentos divertidos ao, as vezes sério demais, universo da Fórmula 1. (Arriscaria dizer também que traz beleza, mas isso é opinião pessoal e aqui no #elascomentam apesar de ser permitido, poderia pegar mal…)
Quem acompanha a principal categoria do automobilismo mundial há pelo menos dez anos sabe que Kimi tem fala mansa, muita personalidade, mas quando abre a boca costuma ser bem verdadeiro… E em Abu Dhabi não foi diferente. Durante a corrida ouvimos algumas pérolas bem “A La Kimi” como o “just leave me alone. I know what to do” (Deixe-me sozinho. Eu sei o que faço). Ou ainda, enquanto o Safety Car estava na pista o engenheiro pediu pra ele cuidar dos pneus e escutou um “Yes, Yes, Yes… I’m doing all the time. You don’t have to remind me” (É o que estou fazendo o tempo todo. Você não precisa me lembrar). E para finalizar, ao vivo, no pódio, quando o ex-piloto e comentarista David Coulthard perguntou para o finlandês sobre a sensação de voltar a vencer depois de três anos. E ele simplesmente respondeu “nem tanta, na verdade”. Esse é o Kimi!
Para quem ainda não viu, este vídeo resume bem o áudio das frases dele, além do pódio com o Coulthard:
Em Abu Dhabi acompanhamos disputas de posições como há muito tempo não se via. Foram 55 voltas de uma corrida e tanto!! Principalmente por conta de Sebastian Vettel, líder do campeonato e o destaque da prova. Depois de ter sido desclassificado do treino oficial de sábado largou dos boxes. Fez uma corrida de recuperação, ganhou 21 posições desde a largada e terminou a prova em terceiro lugar, atrás do vice-líder Fernando Alonso. Para mim, o pódio em Yas Marina foi reservado especialmente para os campeões de uma nova geração. E que bom que temos pilotos assim para continuar gostando de acompanhar a Fórmula 1!
E o duelo Vettel x Alonso continua. No dia 18 de novembro, a disputa será no Circuito das Américas, em Austin, Texas (EUA). Uma pista nova que foi desenhada pelo arquiteto alemão Hermann Tilke. E bem ao estilo “Tilkódromo”, o traçado conta com uma reta de 1,200 quilômetros entre 20 curvas espalhadas por 5.500 metros. Austin tem tudo para entrar para a história do automobilismo caso Vettel conquiste o título antecipadamente. Para que isso aconteça a conta é simples: o alemão tem de fazer com que a diferença para o espanhol suba de dez para 25 pontos para sair do novo circuito como tricampeão mundial. Senão, a decisão fica para a última corrida no Brasil. O que seria uma ótima ideia!
Foi com essa declaração que Rubens Barrichello, um veterano nos monopostos, passou à condição de estreante em um carro de turismo. Inicialmente, o piloto iria disputar apenas a Corrida do Milhão em Interlagos e que encerra o campeonato no dia 9 de dezembro. Mas decidiu antecipar a estreia para esse fim de semana na etapa disputada no Autódromo Internacional de Curitiba.
Para quem não se recorda, na Fórmula 1 Barrichello disputou nada mais do que 19 temporadas seguidas. Foram 326 GPs – o que é um recorde – além de 11 vitórias, 14 poles e 68 pódios, conquistados durante a passagem por seis equipes: Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn GP e Williams. Também foi vice-campeão nos anos de 2002 e 2004. Em 2012, também estreou em outra categoria, a Fórmula Indy. Correu pela equipe KV Racing e terminou o campeonato em 12º lugar.
Adoro assistir Stock Car. Estive várias vezes nos autódromos de Brasília e de São Paulo, mas admito que nesta temporada acompanhei poucas corridas. Tenho uma torcida carinhosa por alguns pilotos da categoria e confesso que com a participação do Rubinho meu interesse está de volta! E em tempo de ver com mais atenção as duas últimas corridas do campeonato. Quero estar em Interlagos para acompanhar tudo bem de pertinho! Afinal, quem não fica curioso para saber como um piloto que disputou F1 e Indy se comporta em um carro como o da Stock Car? E por ser quem é e ter escrito uma história no automobilismo, Rubinho sempre vai atrair todas as atenções por onde passar.
Apesar de estar sob todos os holofotes e flashes durante o fim de semana, o veterano-estreante fez uma prova que chamo de “discreta”. Com o carro de número 17, em homenagem ao piloto Ingo Hoffmann e maior vencedor da categoria, Barrichello largou em 15º, envolveu-se numa confusão logo na primeira curva e caiu algumas posições. Fez uma corrida de recuperação, algumas ultrapassagens, mas um pneu furado o levou aos boxes. E como estava sem o rádio desde a segunda volta, Rubinho não teve como dizer a equipe que queria a troca dos quatro pneus. Substituíram só o que estava furado e o carro ficou, segundo ele, desequilibrado. Terminou a prova em 22º lugar.
A vitória em Curitiba ficou com Átila Abreu (Mobil Super Pioneer), seguido por Allam Khodair ((Vogel Motorsport) e Daniel Serra (Red Bull Racing). Cacá Bueno (Red Bull Racing) chegou em quinto e ampliou a vantagem na liderança do campeonato, já que o vice-líder Ricardo Maurício (Eurofarma RC) não terminou a prova.
Enquanto negocia a permanência na Fórmula Indy para o próximo ano, Rubinho aproveita o convite da equipe Medley/FullTime para ganhar experiência na Stock Car. E dar à categoria ainda mais visibilidade ou, quem sabe, atrair novos fãs. A participação dele nessa etapa e na próxima em Brasília, no dia 11 de novembro, é um treino para a meta principal: a Corrida do Milhão em São Paulo. Claro que além de uma realização pessoal, que é pilotar um carro de turismo no Brasil, o foco principal segundo Rubinho é ajudar o Instituto Barrichello Kanaan, o IBK, doando à entidade o cachê de R$ 230 mil. O projeto, com sede em São Paulo, foi criado em 2005 em parceria com o amigo Tony Kanaan, que também vai disputar as duas últimas etapas da Stock Car pela Bassani Racing.
Vale lembrar que Rubens Barrichello é o 14º piloto a participar da Fórmula 1 e da Stock Car, juntamente com Raul Boesel, Info Hoffmann, Chico Serra, Christian Fittipaldi, Tarso Marques, Enrique Bernoldi, Ricardo Zonta, Luciano Burti, Roberto Pupo Moreno, Luiz Pereira Bueno, Wilson Fittipaldi Jr., Antonio Pizzonia e do canadense Jacques Villeneuve, que foi o convidado da corrida do milhão do ano passado.
Twitter: @prikinder
crédito da primeira foto: Duda Bairros/Vicar crédito da foto (carro e pilotos) Miguel Costa Jr/MF2
Quando Sebastian Vettel ultrapassou o pole position Mark Webber na primeira curva no GP da Coreia do Sul, disputado em Yeongam nesse fim de semana, pensei que se a sorte de campeão estivesse com ele, vencer seria apenas uma questão de tempo. E foi mesmo: um pouco mais de noventa minutos e 55 voltas depois o alemão da Red Bull cruzou a linha de chegada na liderança e juntamente com o companheiro de equipe, conquistou a primeira dobradinha da RedBull nesta temporada.
É preciso gostar muito de automobilismo para acordar às 2h40 de um domingo e assistir o GP da Coreia. (Sim, dormi cedo para garantir algumas horas de sono e não vi o UFC!!). Ainda bem que este é o meu caso e de mais alguns milhares de apaixonados. Além de estar bem longe da capital Seul e de não contar com tanto público nas arquibancadas, esta é mais uma das pistas que chamamos de “Tilkódromo”, projetada pelo arquiteto alemão Hermann Tilk, como a da Malásia, Abu-Dhabi e Índia, só para citar algumas. Tem retas longas, curvas fechadas, rápidas e outras que não tem a menor justificativa de existir. A única vantagem é que a pista é larga o que proporciona várias ultrapassagens. Mas, tirando isso e a vitória do Vettel de ponta a ponta – que representou a liderança do campeonato – achei que essa foi a corrida mais chata deste ano.
Esta foi a quarta vitória dele na temporada, a terceira seguida e a 25ª da carreira. Com isso o atual bicampeão supera Juan Manuel Fangio e se iguala a Jim Clark e Nick Lauda, passando a ser o sétimo maior vencedor da história. O que não é pouco!! Além de comemorar no lugar mais alto do pódio, Vettel alterou o rumo da história: alcançou 215 pontos, seis a frente de Fernando Alonso (209), que terminou a corrida em terceiro lugar. O espanhol liderava o campeonato desde Valência, na Espanha.
Nas duas últimas corridas, Cingapura e Japão, o piloto da Red Bull somou 50 pontos, enquanto Alonso apenas 15.
E se Fernando Alonso conseguiu manter-se na frente foi mais pela sorte e talento do que pelo desempenho da Ferrari nas corridas. Um carro que para mim é muito instável; e é o piloto que tem feito a diferença e tira o máximo da máquina quando está sob pressão. Neste GP, por exemplo, Felipe Massa andou muito mais rápido do que o companheiro de equipe. Óbvio que por conta da disputa do campeonato ele não ultrapassou Alonso. Para ser ter uma ideia, o engenheiro falou para o brasileiro tirar o pé porque estava muito perto do espanhol… No final da história, Massa terminou a prova em quarto lugar. E para quem só assinou o contrato nessa terça-feira (16) era melhor mesmo assegurar a posição e ajudar nos pontos do mundial de construtores. Vale lembrar que na semana passada, no GP do Japão em Suzuka, o piloto brasileiro quebrou um jejum de quase dois anos sem subir ao pódio, terminando a prova em segundo lugar.
Ainda faltam quatro provas – Índia, Abu-Dhabi, Estados Unidos e Brasil – para o final da temporada. Com exceção do GP de Austin – que é novidade neste ano – as demais provas favorecem o desempenho da Red Bull. O fato é que Alonso deve estar bem preocupado com o que aconteceu na Coreia do Sul e sabe que pode estar cada vez mais difícil garantir o tricampeonato dele e o mundial de construtores para o time italiano. Mas como costumo dizer, existem uns tais de “deuses da velocidade” que resolvem na última hora quem vai vencer e onde a sorte de campeão vai estar. Alonso e Vettel merecem o título. Alonso porque tem raça, talento e está disposto a fazer o seu melhor para conquistar a taça, mesmo com um carro que muitas vezes não correspondeu às expectativas. Vettel porque também tem talento, tem vontade de vencer, é arrojado e conta com um carro que está melhor do que nunca.
E como não poderia deixar de registrar, a bandeirada final em Yeongam foi dada pelo embaixador da corrida: o cantor sul-coreano Psy, a mais recente febre mundial com o hit “Gangnam Style”. Todo mundo já viu, já ouviu, já tentou imitar a dança… A música é daquelas pegajosas, sem dúvida. Você ouve uma vez e não sai da cabeça, meio que uma mistura de “Ai se eu te pego”, do Michel Teló, com o “Eu quero tchu, eu quero tcha”,do João Lucas e Marcelo. (Confesso que também gosto das dancinhas, mas basta ouvir uma vez e ficar com a música nas ideias…)
Então, para quem ainda não viu, deixo aqui como sugestão uma das várias versões que está na internet. E acreditem: esta tem um Kimi Raikkönen (Homem de Gelo) fake..(rs!).
Como adoro essas coisas toscas da internet, e a criatividade mundial, achei engraçado. Vale a pena conferir. Nem que seja só para matar a curiosidade!
Embora seja brasileira e não desista, nunca, de ver um dos nossos pilotos chegando à frente, nesta temporada da Fórmula Indy estava torcendo pelo primeiro título de Will Power. Afinal nos dois últimos anos o australiano perdeu o campeonato na última corrida para o escocês Dario Franchitti.
Tive a oportunidade de vê-lo disputando a São Paulo Indy 300, no Anhembi. Fiquei impressionada como ele contornava o “S” do Samba – que fica no fim da reta da largada, e onde acontecem os desfiles das escolas de samba durante o carnaval. Era rápido e preciso. Tanto que fez a pole position e venceu a etapa brasileira pela terceira vez.
Por isso é que costumo dizer que ser favorito não é ser campeão. Tudo pode acontecer até a bandeirada final.
Quem viu o início da temporada acreditou que Will Power (Penske) fosse grande o favorito ao título deste ano. Mas da metade para o fim, o norte-americano Ryan Hunter-Heay (Andretti) reagiu. E na última prova, apesar dos 17 pontos de vantagem, era bom lembrar que o piloto australiano não teve bons resultados em circuitos ovais. Só neste ano foram cinco provas nesse tipo de pista: Power terminou em apenas duas (Milwaukee e Texas) e fez 86 pontos nelas. Enquanto que o norte-americano conquistou duas vitórias em ovais (Milwaukee e Iowa) e marcou 168 pontos. Esse desempenho também garantiu a Hunter-Reay o Troféu AJ Foyt de campeão dos ovais, superando o brasileiro Tony Kanaan.
Na 15ª e última etapa disputada no circuito oval de Fontana, na Califórnia (EUA), o desempenho do piloto da Penske decepcionou. Power largou na 13ª posição (tinha feito o terceiro tempo, mas por conta de uma punição perdeu dez posições no grid) e estava fazendo uma boa corrida quando, na volta 55, ao ultrapassar Ryan Hunter-Reay perdeu a traseira do carro e bateu no muro. Mas a equipe Penske consertou o carro do australiano e ele voltou para a pista 70 voltas depois. Com isso, o piloto da Andretti teria de chegar pelo menos em quinto lugar para ganhar 30 pontos e se consagrar campeão desta temporada.
O norte-americano, que tinha largado na 22ª posição, não só terminou a corrida em quarto lugar como conquistou o primeiro título da Indy três pontos a frente de Will Power, que ficou pela terceira vez consecutiva com o vice-campeonato da categoria. Vale lembrar que a última conquista de um piloto dos Estados Unidos na Indy foi em 2006, com San Hornish Jr. Hunter-Reay também voltou a dar um título à equipe Andretti depois de quatro anos da conquista por Dario Franchitti.
Ed Carpenter (Ed Carpenter Racing) cruzou a linha de chegada em bandeira amarela e venceu GP de Fontana, seguido dos pilotos da equipe Ganassi: o escocês Dario Franchitti e o australiano Scott Dixon. Entre os brasileiros, Helio Castroneves (Penske) terminou na quinta posição e Tony Kanaan (KV Racing) em 18º. Rubens Barrichello (KV Racing) abandonou na 109º volta com problemas no motor.
E é assim que a temporada 2012 da Indy terminou. No calendário, menos etapas do que os últimos anos e uma disputa muito evidente, desde o início, entre Penske e Andretti. Temporada de estreia do novo modelo de carro, o DW12, fabricado pela Dallara para a categoria. Da estreia também de Rubens Barrichello depois de 19 temporadas na Fórmula 1. Das relargadas extraordinárias de Tony Kanaan. Das vitórias de Helio Castroneves em São Petersburgo e em Edmonton, além de ter ficado perto da chance de entrar na briga pelo título. E no final ainda ser o melhor entre os brasileiros com o quarto lugar na temporada. Os pilotos da KV Racing, e também amigos, Kanaan e Barrichello terminaram o campeonato em nono e décimo segundo, respectivamente.
O fim de semana foi perfeito para Hunter-Reay. O mais novo campeão da Indy renovou o contrato e vai permanecer por mais duas temporadas na equipe Andretti. Helio Castroneves continua na Penske. Tony Kanaan na KV Racing e Rubens Barrichello está em negociação para seguir na Indy no ano que vem.
Espero que em 2013 pilotos e equipes estejam mais adaptados aos carros. E que no próximo ano nossos brasileiros venham com tudo: vençam mais e estejam cada vez mais próximos de trazer um título para o país.
E para saber quem, além de Ryan Hunter-Reay e dos brasileiros Emerson Fittipaldi (1989), Gil de Ferran (2000/2001) e Tony Kanaan (2004) já foi campeão da Indy e Cart/Champ Car recomendo acessar o site do Autoracing: