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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O mais novo milionário das pistas

Texto originalmente publicado em 06/08-2014 no site #ElasComentam:



Ser um milionário. Quem nunca teve esse pensamento? 
Duvido que você, amigo leitor, não tenha imaginado isso algumas vezes na vida quando viu muitos zeros naquele prêmio acumulado da Mega Sena.
Mas o novo milionário do pedaço, que conquistou o dinheiro trabalhando dentro numa pista de corrida chama-se Rubens Barrichello. E de quebra, faturou a primeira vitória na Stock Car em Goiânia, depois de quase dois anos na categoria.
Não que ele já não esteja com a vida mais tranquila depois de correr 19 temporadas na Fórmula 1 e ser recordista em grandes prêmios – foram 326, com 322 largadas (contra 306 de Michael Schumacher e 256 de Riccardo Patrese). Ou ter conquistado dois vice-campeonatos mundiais (2002 e 2004), vencido 11 vezes, ter 14 poles e 68 pódios, na passagem por seis equipes: Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn GP e Williams. Mas vencer a primeira corrida aos 42 anos e em um carro de turismo tem um gosto especial. Melhor ainda se o primeiro posto oferecer um prêmio atraente e mais visibilidade para quem alcança o lugar mais alto do pódio.
No sábado, o piloto da Full Time Sports conquistou a pole position, a segunda desde que começou a correr na principal categoria do automobilismo nacional. E ainda quebrou um tabu: é o único de todos os vencedores das cinco edições da Corrida do Milhão (Valdeno Brito, Ricardo Maurício, Thiago Camilo (duas vezes) e Ricardo Zonta) que largou na primeira posição.
Rubinho se manteve à frente durante quase toda a prova, mas a decisão ficou mesmo para os momentos finais quando Thiago Camilo, que estava em busca do terceiro milhão (as duas conquistas foram em 2011 e 2012, em Interlagos), entrou na briga. Nesses momentos, o botão de ultrapassagem foi fundamental para a disputa de posições, o que garantiu a Barrichello conquistar a primeira vitória e o primeiro milhão na categoria.
A estreia do paulista na Stock Car foi em 2012, quando disputou as últimas três provas do campeonato como piloto convidado. Vale conferir o texto aqui do #ElasComentam – A estreia de um veteranoNaquele mesmo ano, Rubinho competiu a primeira e única temporada nos Estados Unidos, na Fórmula Indy, pela equipe KV Racing, quando foi companheiro do melhor amigo Tony Kanaan.

No início deste ano, Barrichello declarou que foi na categoria nacional que se reencontrou nas pistas depois de tanto tempo na F1. Lembro-me de quando disse que correr em carro de turismo era muito diferente, porque além de fechado, o banco fica bem atrás e há pouca visibilidade da pista. Mas, pelo jeito, as duas temporadas já mostraram que Rubens se adaptou bem ao carro. Mostra-se sempre competitivo e cada vez evolui dentro da categoria. No campeonato, ele tem 69 pontos e está em quarto lugar, atrás de Julio Campos (71 pontos), Thiago Camilo (72 pontos) e do líder Átila Abreu (76 pontos).

Apesar de outras disputas que aconteceram na quinta etapa da Stock Car, ninguém tirou os olhos de Barrichello. O piloto chama a atenção por onde passa e a categoria sabe como ele é uma vitrine e uma atração a parte. Quando disputou a Corrida do Milhão em Interlagos, em 2012, na visitação dos boxes no sábado, dia de treino, havia muitos torcedores esperando por ele. No domingo, então, nem se fale. Não dava para chegar perto da garagem. E segundo relatos de colegas que acompanham a Stock Car em outros estados, a loucura é sempre a mesma. Feliz do torcedor que consegue levar para a casa uma lembrança do piloto.

Além da vibração pela conquista, com direito a “zerinho” de porta aberta próximo aos torcedores na arquibancada, foi muito legal ver a comemoração de Rubens ao lado do filho Dudu, que também segue a influência da família no automobilismo e compete no kart. O piloto dividiu com o menino toda a emoção da vitória subindo no teto do carro. Assim como o pai, Dudu estava muito emocionado. Uma imagem bacana de se ver, mostrando que dá para comemorar a primeira vitória, ou mais uma na carreira, sempre com muito bom humor, alegria e ainda mostrando muita garra e disposição.
rubinho2
Se a vitória é mais importante do que o dinheiro? Para Barrichello é sim. Metade do prêmio ele vai deixar para a equipe, como reconhecimento do trabalho daqueles que se dedicam no dia a dia. Uma parte vai para o Instituto Barrichello Kanaan, que desenvolve projetos sociais ligados ao esporte. E a outra? Ele declarou que vai ajudar a “financiar as crianças no kart, porque está ficando bem caro.” Rubinho brincou ao dizer que já tentou incentivar os filhos a praticar golfe, mas eles gostam mesmo é de ir para a pista.
Fazia muito tempo que Barrichello não subia ao lugar mais alto do pódio. A última vez, ainda pela F1, foi no Grande Prêmio da Itália, em 2009, pela Brawn GP. Agora, fica a torcida para que não demore tanto tempo para conquistar a segunda vitória nos carros de turismo.
A sexta etapa da Stock Car será em Cascavel, no Paraná, no dia 17 de agosto, com rodada dupla.
crédito das fotos: Stock Car/Duda Bairros/Vicar
Twitter: @prikinder

domingo, 22 de setembro de 2013

Levantou poeira

texto publicado originalmente em 14 de agosto 2013 no site #ElasComentam

A sétima etapa da Stock Car disputada em Ribeirão Preto durante o fim de semana poderia ter tido facilmente uma trilha sonora: “Poeira”, de Sergio Reis. Resgatando algumas raízes do interior paulista, lembrei-me de que a música fala de um carro de boi que vai levantando poeira, poeira vermelha no sertão. No caso do automobilismo quem levantou muita poeira vermelha, mas no asfalto e com carro de turismo, foi Thiago Camilo (Ipiranga-RCM). Depois da largada ele passou de quinto para o terceiro lugar e com as ultrapassagens sobre Átila Abreu (Mobil Super Pioneer Racing) e Max Wilson (Eurofarma RC) nas voltas finais, o piloto do carro #21 conquistou a primeira vitória do ano e a 14ª na carreira.
Apesar de a corrida ser disputada em Ribeirão Preto pela quarta vez, o traçado agora é outro. A pista deixou de ser do lado do Mercadão, na zona sul, e foi para o Distrito Industrial, zona norte da cidade. A mudança fez diferença: como as ruas do novo circuito eram mais largas, foi possível acompanhar várias ultrapassagens e disputas por posições. Nas provas anteriores isso praticamente não existia porque a pista era estreita e sair nas primeiras filas era o que costumava garantir um bom resultado.
E falando em novidades, quem também era a atração da prova de Ribeirão era o “Pé Vermelho”(*) das pistas, Helio Castroneves. Apesar da maioria das pessoas acharem que ele é nativo da Califórnia Brasileira, ele nasceu em São Paulo. Com dois anos de idade, foi com a família para a cidade localizada no centro do estado. Viveu lá até 1995 quando se mudou para a Inglaterra, para disputar a Fórmula 3 Britânica. Seu Helio e dona Sandra vivem em Ribeirão Preto até hoje.
Mas, quiseram os deuses da velocidade (sim, sempre eles) que o piloto da Penske, líder do campeonato da Fórmula Indy, não disputasse a corrida em casa. Na sexta-feira anterior à prova, a bordo do carro da equipe Shell Racing/A. Mattheis Motorsport, Castroneves participava de um treino extra, justamente por ser convidado da categoria. Na reta, a 180 km/h, ficou sem freios, bateu no muro paralelo à pista e depois na barreira de proteção a 101 km/h. (Muro esse que, segundo a assessoria de imprensa do piloto, ele tinha apontado na quinta-feira como um ponto perigoso na pista.). O resultado: três pontos na canela, dores musculares e o veto do diretor médico da categoria, Dino Altmann.
Há quem diga que o problema com Castroneves foi muito ruim para a imagem da Stock Car. E que para ele correr na categoria, disputando um campeonato internacional, era um risco. Mas, mesmo com o acidente e fora da prova do domingo, todo mundo só falava dele e se tornou o centro das atenções. No final das contas, Helio assistiu a corrida na cabine de transmissão da TV Globo e ficou na função de comentarista convidado, ao lado de Sérgio Mauricio e Reginaldo Leme. E não é que ele até se saiu bem!?
A ideia de trazer pilotos internacionais para disputar campeonatos no Brasil sempre chama a atenção da mídia (e do público) e deveria ser melhor aproveitada. Isso me faz lembrar o final do ano passado com a Corrida do Milhão, em Interlagos. Assim como em Ribeirão Preto, os ingressos se esgotaram rapidamente porque na pista também estavam três pilotos que disputaram o campeonato da Indy em 2012: Helio Castroneves, Rubens Barrichello e Tony Kanaan. Todo mundo queria vê-los, estar perto e guardar uma lembrança. E isso sempre atrai muita gente para os autódromos.
A vitória em Ribeirão Preto levou Thiago Camilo ao terceiro lugar no campeonato, com 112 pontos. O novo líder é Cacá Bueno (Red Bull Racing) com 124 pontos, e Ricardo Maurício (Eurofarma RC), ocupa o segundo lugar, com 123 pontos. Faltando cinco provas para o fim da temporada, a briga pelo título está cada vez mais acirrada. A próxima etapa será disputada em Cascavel, no Paraná, no dia 01 de setembro.
Fotos: Duda Bairros/Stock Car
(*) “Pé Vermelho” ou “Caipira” significa que a pessoa é do interior dos estados de São Paulo, Paraná ou Goiás. No livro “O Caminho da Vitória” (Ed. Gaia, 2011), Helio Castroneves conta que em São Paulo, aos 12 anos, treinava com cerca de vinte pilotos da mesma idade, entre eles Tony Kanaan, Felipe Giaffone, Bruno Junqueira, Rodrigo Casarini e Enrique Bernoldi. Eles o chamavam de Caipira ou de Pé Vermelho, por causa da terra vermelha de Ribeirão Preto. “Eu fazia de tudo para provar a eles que, mesmo sendo um Pé Vermelho, era um Pé Vermelho bom”. (Acho que ele conseguiu!)
Twitter: @prikinder

domingo, 25 de novembro de 2012

A estreia de um veterano

 
“Estou recomeçando a aprender aos 40 anos”.
 
Foi com essa declaração que Rubens Barrichello, um veterano nos monopostos, passou à condição de estreante em um carro de turismo. Inicialmente, o piloto iria disputar apenas a Corrida do Milhão em Interlagos e que encerra o campeonato no dia 9 de dezembro. Mas decidiu antecipar a estreia para esse fim de semana na etapa disputada no Autódromo Internacional de Curitiba.
 
Para quem não se recorda, na Fórmula 1 Barrichello disputou nada mais do que 19 temporadas seguidas. Foram 326 GPs – o que é um recorde – além de 11 vitórias, 14 poles e 68 pódios, conquistados durante a passagem por seis equipes: Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn GP e Williams. Também foi vice-campeão nos anos de 2002 e 2004. Em 2012, também estreou em outra categoria, a Fórmula Indy. Correu pela equipe KV Racing e terminou o campeonato em 12º lugar.
 
Adoro assistir Stock Car. Estive várias vezes nos autódromos de Brasília e de São Paulo, mas admito que nesta temporada acompanhei poucas corridas. Tenho uma torcida carinhosa por alguns pilotos da categoria e confesso que com a participação do Rubinho meu interesse está de volta! E em tempo de ver com mais atenção as duas últimas corridas do campeonato. Quero estar em Interlagos para acompanhar tudo bem de pertinho! Afinal, quem não fica curioso para saber como um piloto que disputou F1 e Indy se comporta em um carro como o da Stock Car? E por ser quem é e ter escrito uma história no automobilismo, Rubinho sempre vai atrair todas as atenções por onde passar.
 
Apesar de estar sob todos os holofotes e flashes durante o fim de semana, o veterano-estreante fez uma prova que chamo de “discreta”. Com o carro de número 17, em homenagem ao piloto Ingo Hoffmann e maior vencedor da categoria, Barrichello largou em 15º, envolveu-se numa confusão logo na primeira curva e caiu algumas posições. Fez uma corrida de recuperação, algumas ultrapassagens, mas um pneu furado o levou aos boxes. E como estava sem o rádio desde a segunda volta, Rubinho não teve como dizer a equipe que queria a troca dos quatro pneus. Substituíram só o que estava furado e o carro ficou, segundo ele, desequilibrado. Terminou a prova em 22º lugar.
 
 
A vitória em Curitiba ficou com Átila Abreu (Mobil Super Pioneer), seguido por Allam Khodair ((Vogel Motorsport) e Daniel Serra (Red Bull Racing). Cacá Bueno (Red Bull Racing) chegou em quinto e ampliou a vantagem na liderança do campeonato, já que o vice-líder Ricardo Maurício (Eurofarma RC) não terminou a prova.
 
Enquanto negocia a permanência na Fórmula Indy para o próximo ano, Rubinho aproveita o convite da equipe Medley/FullTime para ganhar experiência na Stock Car. E dar à categoria ainda mais visibilidade ou, quem sabe, atrair novos fãs. A participação dele nessa etapa e na próxima em Brasília, no dia 11 de novembro, é um treino para a meta principal: a Corrida do Milhão em São Paulo. Claro que além de uma realização pessoal, que é pilotar um carro de turismo no Brasil, o foco principal segundo Rubinho é ajudar o Instituto Barrichello Kanaan, o IBK, doando à entidade o cachê de R$ 230 mil. O projeto, com sede em São Paulo, foi criado em 2005 em parceria com o amigo Tony Kanaan, que também vai disputar as duas últimas etapas da Stock Car pela Bassani Racing.
 
 
Vale lembrar que Rubens Barrichello é o 14º piloto a participar da Fórmula 1 e da Stock Car, juntamente com Raul Boesel, Info Hoffmann, Chico Serra, Christian Fittipaldi, Tarso Marques, Enrique Bernoldi, Ricardo Zonta, Luciano Burti, Roberto Pupo Moreno, Luiz Pereira Bueno, Wilson Fittipaldi Jr., Antonio Pizzonia e do canadense Jacques Villeneuve, que foi o convidado da corrida do milhão do ano passado.
 
Twitter: @prikinder
 
crédito da primeira foto: Duda Bairros/Vicar
crédito da foto (carro e pilotos) Miguel Costa Jr/MF2

sábado, 28 de julho de 2012

Jacarepaguá: a despedida agora é pra valer!



**postagem publicada originalmente em 18/07/2012 no #elascomentam: http://www.elascomentam.com.br

No último domingo, a sexta etapa do campeonato brasileiro de Stock Car foi disputada no autódromo internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. A vitória ficou com o piloto Allam Khodair (Vogel-Motorsport). Mesmo com um oitavo lugar, Cacá Bueno (Red Bull Racing) assumiu a liderança na competição, com 99 pontos. 

Esta seria somente mais uma corrida da temporada 2012, não fosse o significado que ela tem para a história do automobilismo brasileiro. E dessa vez parece que o adeus é mesmo definitivo: foi a última corrida da Stock Car disputada no autódromo carioca antes dele ser completamente desativado para dar lugar ao Parque Olímpico, espaço de competições durante os jogos da Rio-2016. A previsão é de que até o segundo trimestre de 2013 as instalações temporárias e permanentes para as Olimpíadas já estejam em construção. Vale lembrar que parte de Jacarepaguá foi desativada há alguns anos para dar espaço às instalações dos jogos Pan-americanos de 2007.

A história do autódromo de Jacarepaguá começa em 1977, quando ainda se chamava Autódromo da Cidade do Rio de Janeiro e tinha 5.030 metros de extensão. Vale a pena voltar no tempo e assistir a este vídeo do Arquivo Nacional – realizado pela Agência Nacional – com imagens da primeira corrida: a Fórmula VW 1.600 Super-V, disputada em 7 de agosto.

 

Em 1978, e de 1981 a 1989 o autódromo de Jacarepaguá sediou o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Em 1988, passou a se chamar Autódromo Internacional Nelson Piquet, em homenagem ao piloto tricampeão. De 1995 a 2004 foi palco da MotoGP. E entre 1996 e 2000, recebeu as etapas sul-americanas do campeonato da CART – sem esquecer, é claro, da vitória do piloto brasileiro André Ribeiro na estreia da Rio400 no circuito oval no dia 17 de março de 1996. Havia uma promessa de que quando Jacarepaguá saísse do mapa, outro autódromo seria construído em Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro. Mas até agora, o que se sabe mesmo é que a briga para liberação de licença ambiental está entre o Ministério Público Estadual e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A seguir, cenas dos próximos capítulos.

Desenho conceitual do novo autódromo (Divulgação)
Há quem diga que o legado que será deixado depois da Rio-2016 nesta região  (por se tratar do primeiro centro olímpico de treinamento da América do Sul) seja maior do que representa o autódromo para a história do automobilismo brasileiro. As críticas pelo fim do autódromo são muitas, afinal são tantos interesses envolvidos –  econômicos, políticos, imobiliários, entre outros – que diante de se manter um local para a prática do automobilismo tudo fica pequeno demais em relação ao esporte. A despedida tem um tom de tristeza. Seja para quem só acompanhou as corridas pela televisão (como eu), para quem conheceu de perto o autódromo e, principalmente, para os pilotos que puderam correr em um dos circuitos mais importantes de todo o Brasil.

Mas para os apaixonados por velocidade que querem se despedir de Jacarepaguá ainda há chances: neste fim de semana (20, 21 e 22 de julho) podem aproveitar para assistir a quarta etapa do campeonato brasileiro de Gran Turismo (GT3, GT Premium e GT4), além das disputas do Mercedes-Benz Grand Challenge, das motos do Elf SuperBike e os protótipos do Campeonato Brasileiro de Spyder Race.

domingo, 7 de agosto de 2011

Momentos inesquecíveis em Interlagos: Corrida do Milhão

Acompanho a Stock Car há mais de dez anos e acredito que hoje assisti a uma das melhores corridas de todos os tempos. E não poderia ter sido melhor: acompanhar diretamente de Interlagos, que é o templo do automobilismo brasileiro.

Foto:Thiago Camilo (RMC/SP) - Carsten Horst/Hyset
Essa foi a segunda corrida do milhão que acompanhei no autódromo (com a de hoje foram três edições especiais disputadas na Stock Car). Mas, a de hoje, sem dúvida, vai ficar na história. Não só pelo fato do piloto Thiago Camilo ter vencido e levado o prêmio de 1 milhão de reais, mas pelas disputas que vi no final da reta de chegada  e no S do Senna. O lugar na arquibancada foi privilegiadíssimo e ainda contamos com a ajuda da tecnologia (da TV Digital e do acesso à internet , tudo pelo celular) para saber o que estava acontecendo nas outras partes do autódromo aonde os olhos não alcançavam.

Vi Max Wilson largar dos boxes na 30ª posição e chegar em 3º lugar. Vi a briga entre Daniel Serra, Marcos Gomes e Allam Khodair pelas primeiras posições. Vi  Jacques Villeneuve, campeão mundial de 1997, de Fórmula Indy e das 500 Milhas de Indianápolis, divertindo-se muito durante a corrida e ser ovacionado cada vez que passava pelas arquibancadas. Vi 10 mil pessoas andando pela área do paddock antes da corrida começar. Vi balões amarelos desaparecerem no céu antes da largada... Tantas imagens, assim como a corrida deste domingo, que entram para a lista dos momentos inesquecíveis da minha vida.

A próxima corrida da Stock Car será disputada no dia 04 de setembro em Salvador, Bahia. Lá serão decididos os 10 pilotos que vão disputar a super final. Com a vitória em Interlagos, Thiago Camilo mantém a liderança do campeonato com 122 pontos, seguido de Max Wilson (87), Cacá Bueno e Átila Abreu (83), Ricardo Maurício (70), Popó Bueno (68), Marcos Gomes (59), Daniel Serra (47), Allam Khodair (46) e Duda Pamplona (42).

Foto: Tuka Rocha (Vogel/SP) - Carsten Horst/Hyset
E só estive em Interlagos hoje por causa do convite do Fã Clube Oficial do Piloto Tuka Rocha. Em nome da Rosana agradeço todos que proporcionaram nossa participação na torcida. 
Valeu mesmo, @TUKAROCHAFCO!!!