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sábado, 26 de outubro de 2013

O tricampeonato de Dixon e o domínio da Ganassi

texto originalmente publicado em 23 outubro 2013 no site ElasComentam
Era madrugada de domingo no Brasil quando Scott Dixon cruzou a linha de chegada do Auto Club Speedway, em Fontana, Califórnia, em quinto lugar e conquistou o terceiro título mundial na categoria norte-americana. Na última prova da temporada, o piloto da Ganassi superou o brasileiro Helio Castroneves, da Penske, que terminou em sexto,  ficou com o vice-campeonato e adiou o sonho de alcançar o primeiro título. 
Embora tudo indicasse para dar a lógica, já que o neozelandês chegava em Fontana líder e demonstrou ter um carro bem acertado para o final de semana, Dixon perdeu posições por conta da troca de motor e largou na 17ª posição. Além disso, conseguiu sobreviver a uma corrida de resistência no oval de duas milhas, não só pelo tempo de prova, mas também porque dos 25 carros que começaram a corrida, apenas nove receberam a bandeirada final. Aos poucos ele aproveitava as bandeiras amarelas e as relargadas para fazer uma corrida de recuperação. Chegou até mesmo a liderar por cinco voltas! Mas é claro que a estratégia e a experiência da equipe foram fundamentais para lidar até mesmo com o superaquecimento do carro #9 nos momentos finais da corrida.
Até a primeira metade do campeonato muita gente disse que a Ganassi era a decepção da temporada. Até falei sobre isso no texto “Liderança ameaçada”, ao comentar a reação do time de Chip Ganassi e do motor Honda, principalmente depois dos pilotos da equipe (Scott Dixon, Charlie Kimball e Dario Franchitti) subirem ao pódio na etapa de Pocono e na sequência, Dixon vencer as provas da rodada dupla de Toronto, no Canadá.
Helio Castroneves fez um campeonato constante, mas pouco agressivo. Terminou as 19 provas da temporada (assim como o estreante Tristan Vautier, da Schmidt Peterson Motorsports), mas conquistou apenas uma vitória. Esteve 16 vezes entre os dez primeiros na classificação, sendo que só perdeu a liderança em Houston, na penúltima etapa. Enquanto isso, Dixon terminou 17 provas, conquistou quatro vitórias e esteve 12 vezes no Top 10. E em meio a tantos números, descobri que o de voltas lideradas por eles foi o mesmo: 239.
Vale registrar que Will Power, companheiro de equipe de Castroneves, venceu três vezes nesta temporada – Sonoma, Houston e Fontana – e também conquistou outra boa marca: 351 voltas em primeiro lugar. O australiano terminou o campeonato na quarta colocação com 498 pontos.
Não deve ter sido nada fácil para Castroneves ficar mais uma vez com o vice-campeonato e ainda perder o título para o mesmo rival de cinco anos atrás. É fato que ocorreram alguns erros na prova de Fontana, como o de Roger Penske (sim, o dono da equipe e estrategista) ao chamar o brasileiro para os boxes quando o pitainda estava fechado, ou ainda o problema na asa dianteira depois do toque em Charlie Kimball. Castroneves foi para o boxes e retornou uma volta atrás do líder. Tentou seguir na briga para conquistar o título, já que vinha forte e determinado a virar o jogo. Mas o problema maior mesmo tinha sido na etapa de Houston quando o carro #3 teve problemas o que permitiu a virada de Dixon. Por isso, aproveito para deixar aqui uma frase do próprio Helio que diz: “apesar de ser você quem está pilotando o carro, o automobilismo é um esforço de equipe, você não está sozinho, embora de vez em quando se sinta assim.”. E por mai sum ano a Penske não consegue sair do jejum de títulos, já que o último foi conquistado em 2006 na IRL pelo norte-americano Sam Hornish Jr.
Enquanto isso, o time do ex-piloto norte-americano Chip Ganassi mantém a hegemonia e coleciona troféus. De 2008 até agora, a equipe já conquistou cinco campeonatos, sendo dois com Dixon (2008 e 2013) e três com Franchitti (2009, 2010 e 2011). Isso sem contar outros campeões que passaram pela equipe como Jimmy Vasser (1996), Alessandro Zanardi (1997 e 1998), e Juan Pablo Montoya (1999).
No fim da temporada o que fica para quem acompanhou a IndyCar são os momentos de uma categoria que aos poucos tenta se reinventar com rodadas duplas e largadas paradas, tudo para atrair mais público. Apesar de a etapa brasileira ter atraído bastante gente e conseguido um bom nível de organização, não está no calendário para 2014. A seguir, cenas dos próximos capítulos…
Destaco, ainda, o trabalho de Tony Kanaan na KV Racing. O piloto que venceu as 500 Milhas de Indianápolis, e chegou em terceiro em Fontana, terminou o ano na 11ª posição no campeonato, mas conquistou um título: o “Fan Favorite Award” de piloto mais popular da categoria em 2013. E ano que vem, TK tem um novo desafio: ser piloto da equipe Ganassi e companheiro dos campeões Franchitti e Dixon. (Ele poderia ter ganhado o título de o melhor piloto das relargadas, mas esse a gente sugere em outra oportunidade).
E falando em prêmio, Tristan Vautier conquistou o de “Rookie of The Year” Além de ser o único novato do campeonato, ele disputou todas as etapas e levou um cheque de 50 mil dólares. Já Scott Dixon voltou para a casa com um milhão de dólares a mais no bolso e a réplica do Astor Cup, o troféu oferecido aos campeões da categoria.
#Rapidinhas
DTM: Timo Glock venceu a última etapa do DTM em Hockenheim, na Alemanha. O ex-piloto de F1 administrou o carro na pista molhada e subiu ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez na temporada. Ao chegar na primeira colocação, o alemão ajudou a BMW a conquistar o título de construtores, superando a Audi. Augusto Farfus sofreu um toque de Timo Glock, fez uma corrida de recuperação e chegou em 11º lugar. De qualquer forma, este ano não poderia ter sido melhor para o brasileiro que venceu três corridas e terminou o campeonato em segundo lugar. O DTM retorna em maio do ano que vem e a corrida que abre a temporada também será no circuito de Hockenheim.
StockCar: Átila Abreu (Mobil Super Pioneer Racing) venceu a décima etapa da Stock Car disputada em Curitiba (PR). Depois de largar na pole, o piloto do carro #51 até chegou a perder a primeira posição, mas ao conseguir ficar mais tempo na pista e poupar os pneus, abriu vantagem na parada dos boxes e voltou na frente dos rivais. Átila encerrou o jejum de vitórias justamente na pista onde venceu a última corrida no ano passado. Completaram o pódio Thiago Camilo (Ipiranga-RCM) e Daniel Serra (Red Bull Racing), pilotos que estão em segundo e primeiro lugar na disputa pelo campeonato.
Fotos: Site oficial Scott Dixon
Twitter: @prikinder

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A hora da virada

texto originalmente publicado em 08 de outubro 2013 no #ElasComentam

Helio Castroneves começou o último final de semana como líder do campeonato da Indycar e com 49 pontos de diferença para o segundo colocado, o neozelandês Scott Dixon. Mas a rodada dupla disputada em Houston, no Texas, mudou os rumos dessa história e acrescenta mais emoção nessa reta final. Pelo oitavo ano consecutivo, o campeão da temporada vai ser conhecido apenas na última etapa, desta vez no circuito oval de Fontana, na Califórnia.
Na primeira corrida no Reliant Park, disputada no sábado, o brasileiro largou na 21ª posição e com problemas no câmbio, terminou a prova em 18º lugar. Já o piloto da equipe Ganassi largou em segundo e conquistou a vitória em Houston, a quarta dele na temporada. Com o primeiro lugar, Dixon diminuiu a diferença para Castroneves para oito pontos.
A esperança era de que no domingo as coisas fossem diferentes. Pela manhã, uma forte chuva impediu a classificação para a segunda prova e o treino que decidiria a ordem dos pilotos no grid foi cancelado. A direção de prova decidiu que os pilotos largariam confirme a classificação no campeonato, e pelo regulamento, valeria a ordem depois do fim da rodada anterior, ou seja, a etapa de Baltimore, e não a primeira corrida de Houston. Assim, Castroneves e Dixon largaram na primeira fila.
A alegria de sair na frente durou pouco para o carro #3: na 11ª volta, Helio voltou a ter problemas na caixa de câmbio. Foi para os boxes, esperou várias voltas até o carro ser consertado, retornou à pista e conseguiu terminar a prova na 23ª colocação. Dixon liderava a corrida quando Will Power, companheiro de equipe de Castroneves, aproveitou a relargada depois de uma bandeira amarela e ultrapassou o piloto da Ganassi. A vitória do australiano (a segunda dele do ano) impediu que Dixon disparasse no campeonato e garantiu que a diferença entre o brasileiro e o neozelandês ficasse em 25 pontos.
Para a etapa decisiva que será disputada no dia 19 de outubro, no circuito oval de Fontana, o neozelandês agora é o favorito para conquistar o terceiro título. Estão em jogo 53 pontos, mas, para que esse quadro se reverta e a Indy tenha um campeão inédito, Helio precisa vencer a prova e torcer para que Dixon termine a corrida acima do oitavo lugar. É o momento do tudo ou nada. E que vença o melhor!
Ao voltar cinco anos no “túnel do tempo”, encontrei várias coincidências: a disputa do título aconteceu entre os mesmos pilotos e o campeonato também foi decidido em um circuito oval, mas o de Chicago (Chicagoland Speedway). Para quem não se lembra, nas últimas voltas os carros de Castroneves e Dixon ficaram lado a lado. O brasileiro cruzou a linha de chegada com 0s003 a frente, mas nem mesmo a vitória foi suficiente para impedir que o neozelandês, com o segundo lugar, conquistasse o bicampeonato.
Nos circuitos ovais nesta temporada (Indianapolis, Texas, Milwaukee e Iowa), o tricampeão das 500 Milhas terminou na frente de Dixon em todos, inclusive conquistou a única vitória até aqui no Texas Motor Speedway. Mas o piloto do carro #9 está na frente em outro ranking: tem quatro vitórias e liderou, até a 18ª etapa, um total de 254 voltas, contra 212 voltas de Castroneves.Essa decisão vai ser muito acirrada. Apesar de o campeonato ter sido equilibrado, Penske e Ganassi mostraram que continuam fortes. Para quem, no início da temporada, não acreditava que o time de Chip Ganassi, mesmo com dois campeões mundiais e vencedores das 500 Milhas, pudesse reagir, chegamos à reta final com a certeza de que todo jogo pode ser revertido.
#Rapidinhas
Acidente em Houston: A segunda corrida foi marcada por um acidente na última volta entre Dario Franchitti e Takuma Sato. Ao tentar ultrapassar Sato, Franchitti acabou acertando a traseira do carro do japonês, decolou e bateu contra o alambrado. Com o impacto, vários pedaços do carro #10 voaram em direção aos torcedores que estavam nas arquibancadas. Segundo a organização da prova, 13 pessoas ficaram feridas, mas sem gravidade. Dario Franchitti foi imobilizado pelos médicos e teve de ser transferido para o Memorial Hermann Hospital, em Houston. Ele sofreu uma fratura no tornozelo direito e em duas vértebras, além de ter levado uma pancada na cabeça. Pelo twitter, o escocês tranquilizou os fãs agradecendo a todos pelas mensagens. A última atualização do boletim médico informou que Franchitti passou por cirurgia para estabilizar a fratura e ele vai ficar mais alguns dias no hospital. Ainda nesta semana o piloto deve ser transferido para Indianápolis para novas avaliações.
Fórmula 1: O caminho para Sebastian Vettel se tornar o piloto mais jovem a conquistar o tetracampeonato de Fórmula 1 está livre. E com os adversários cada vez mais distantes. Na madrugada de sábado para domingo, o alemão venceu o GP da Coreia do Sul, em Yeongam. Essa foi a oitava vitória na temporada e a quarta consecutiva. Agora, o piloto da Red Bull tem 272 pontos contra 195 pontos do segundo colocado Fernando Alonso, que chegou em sexto lugar. Completaram o pódio os carros da Lotus: Kimi Raikkonen e Roman Grosjean. Felipe Massa rodou na primeira volta e fez uma corrida de recuperação, terminando a prova em nono lugar. A vantagem de 77 pontos pode dar a Vettel o título no próximo domingo em Suzuka, no Japão. Se o alemão vencer, precisa torcer para que o espanhol termine a prova em no máximo na oitava colocação para garantir o título. Em 2011 Vettel conquistou o bicampeonato no Japão, com quatro corridas de antecedência.
Tony Kanaan em nova equipe para 2014: 
O mistério chegou ao fim. Campeão das 500 Milhas deste ano, Tony Kanaan vai correr pela equipe Ganassi na temporada do ano que vem. O brasileiro estará no quarto carro da equipe de Chip Ganassi, um dos mais vencedores da história da Indy. Kanaan volta a ser companheiro do amigo, o escocês Dario Franchitti (tetracampeão), além do neozelandês Scott Dixon (bicampeão) e do norte-americano Charlie Kimball. Esta é a sexta equipe que TK faz parte em 16 anos correndo nos Estados Unidos e já passou pelas equipes Tasman, Forsythe, MoNunn, Andretti e a atual KV. Curiosidade: em 15 temporadas da Indycar, Kanaan é o recordista no número de largadas (273), tem 16 vitórias, 15 poles e liderou 3.336 voltas. Além de ser o campeão da temporada de 2004.

Fotos: David Phillip/AP
Twitter: @prikinder

domingo, 22 de setembro de 2013

Liderança ameaçada

texto publicado originalmente em 17 de junho 2013 no site #ElasComentam

Na semana passada, desejei lá na seção #Rapidinhas (que fica no final do texto) que o pódio triplo da equipe de Chip Ganassi, na pista oval de Pocono, pudesse servir de “inspiração e motivação” para o time voltar a vencer.
E não é que Scott Dixon deve ter mesmo se animado? Na IndyCar, ele venceu as duas corridas da rodada dupla disputadas no circuito misto de Toronto, no Canadá.
Além de se tornar o piloto em atividade com o maior número de vitórias (32 na carreira), o neozelandês do carro #9 assumiu a vice-liderança do campeonato. Agora está a 29 pontos do brasileiro Helio Castroneves, que tem 425 pontos. E deixou para trás o atual campeão, o norte-americano Ryan Hunter-Reay (Andretti), com 356 pontos.
As vitórias para a Ganassi só chegaram depois da metade da temporada, é verdade. Mas é bom relembrar que Dixon já tinha subido ao pódio ao conquistar o segundo lugar na corrida do Alabama. Pelos resultados, deu para notar também que o motor Honda evoluiu bastante depois da corrida em Indianápolis. Se o neozelandês não tivesse conquistado pontos importantes na primeira parte do campeonato, não adiantaria muito vencer três vezes seguidas.
Há quem diga que Dixon se manteve na primeira parte do campeonato numa disputa “na raça”, enquanto que o companheiro Dario Franchitti teria “perdido o fôlego”. Dois campeões mundiais e que estão há tanto tempo nas pistas dependem mais de um bom carro do que provar que são bons pilotos. Assim como Dixon, o  escocês subiu ao pódio nas duas últimas etapas: foi terceiro colocado em Pocono e na primeira prova de Toronto. Ele conseguiu a pole três vezes, mas só largou na frente em duas: Long Beach e a primeira corrida de Toronto (porque na primeira corrida de Detroit, o piloto foi punido e perdeu posições por conta de troca de motor). Faltando seis provas para o final da temporada, Franchitti ocupa a 7º posição no campeonato, com 307 pontos – o mesmo número de pontos do brasileiro Tony Kanaan (KV Racing), que tem uma vitória conquistada em Indianápolis.
Costumo dizer que regularidade, algumas vezes, faz mais diferença do que número de vitórias. E os pilotos costumam tirar bom proveito disso. Apenas Scott Dixon e James Hinchcliffe (Andretti) têm três vitórias na temporada. Mas o canadense está apenas na oitava posição com 305 pontos. Assim como Hinchcliffe, o piloto da Ganassi também não fez nenhuma pole, mas apareceu no TOP-10 em oito vezes na temporada. Diferentemente de Helio Castroneves, que se manteve no TOP-10 em 12 corridas (das 13 disputadas), conquistou a pole em Iowa (mas não largou na frente), subiu ao pódio cinco vezes, está na liderança há oito etapas, desde a primeira prova da rodada dupla em Detroit. Mas o piloto da Penske venceu apenas uma vez, no Texas.
Apesar da liderança brasileira, é preciso ficar de olho no campeonato. Dixon saiu de quinto para segundo em uma semana, e a próxima corrida, no dia 4 de agosto, será no circuito misto de Mid-Ohio. Pista em que o neozelandês venceu quatro vezes, sendo a última no ano passado. E Helio Castroneves venceu duas, nos anos 2000 e 2001.
crédito das fotos: Getty Images
#Rapidinhas
O troféu: Ainda falando da Indy, uma cena inusitada aconteceu no pódio da primeira corrida disputada em Toronto. Sebastien Bourdais (Dragon Racing), segundo lugar na prova, ficou com a base do troféu nas mãos. A parte de vidro descolou e o francês, incrédulo, acompanhou o troféu “quicando” até quebrar no chão do pódio… Na foto oficia aparecem os troféus inteiros de Dixon e Franchitti, além do pedacinho (com a base) que sobrou do troféu do Bordais. Mico total!
A vingança: Não sou de acompanhar a DTM (Deutsche Tourenwagen Masters), que é o campeonato de turismo alemão que conta com montadoras como Audi, BMW e Mercedes.  Mas no domingo acordei cedo e assisti as voltas finais da quinta etapa disputada no circuito de rua de Norisring. Eis que vi um verdadeiro “bate-bate” na disputa de posições. O piloto Edoardo Mortara (Audi) tocou na traseira de Gary Paffet (Mercedes). O inglês não gostou nada disso: algumas voltas depois revidou a batida e jogou o carro italiano no muro, causando um acidente que tirou os dois pilotos da prova. Não bastasse essa confusão, o piloto Mattias Ekstrom (Audi) venceu a prova, mas algumas horas depois foi penalizado pela direção da prova porque recebeu uma garrafa de água. Isso infringe o regulamento do campeonato, que diz que o piloto “não pode receber nenhum objeto de terceiros antes de passar pela pesagem”. Com isso a vitória foi para o canadense Robert Wickens (Mercedes), a primeira dele no DTM. Mas a Audi ainda vai recorrer da decisão, que será julgada pela federação alemã de automobilismo.
Twitter: @prikinder