domingo, 31 de outubro de 2010

Para o Brasil seguir mudando: Dilma é eleita 1ª mulher presidente do país

Quando se falou no nome de Dilma Rousseff como candidata do PT à Presidência da República em fevereiro deste ano, já se sabia que esta eleição a elegeria como a primeira mulher para governar o maior país da América Latina.

Não era futurologia, nem mesmo achismo. Era sim ter a certeza de que o povo brasileiro prefere a continuidade de um governo bem sucedido como foram os dois mandatos do Presidente Lula. Incomoda a uma parcela dos 135 milhões de eleitores - que são os detentores do poder do voto - esse negócio de pensar como a oposição governaria um país de 190 milhões de habitantes nos próximos quatro anos.

No primeiro turno, a presença da senadora Marina Silva como candidata do PV mostrou que uma parte dos eleitores queria algo que não fosse nem governo nem oposição. Por isso, foram quase 20 milhões de votos nessa primeira participação de Marina na disputa pela presidência da República. E se tudo der certo, ela volta nas eleições de 2014 ainda mais conhecida pela população brasileira.

Dilma Rousseff saiu de uma posição de desconhecimento político na sua pré-candidatura para a liderança dos dois turnos da eleição presidencial. Resistiu às críticas dos seus adversários e teve sempre o apoio de um aliado fortíssimo, o presidente Lula. José Serra, político conhecido em todo o país, conseguiu levar a disputa ao segundo turno e buscava sempre falar em mudança, afinal "o Brasil pode mais", dizia ele. Mas, de certa forma reconhecia que o atual governo havia realizado uma mudança significativamente positiva em todo o país nos últimos anos.

A primeira presidente a gente nunca esquece. Parabéns a Dilma Rousseff pela vitória!

Para quem gosta de biografias, vale a pena conhecer um pouco da vida da presidente:


p.s.: E parabéns, mais uma vez, ao Tribunal Superior Eleitoral que faz dessa mais uma eleição transparente e com credibilidade na apuração. O processo eleitoral mais moderno do mundo é nosso!

sábado, 15 de maio de 2010

Volta rápida em Mônaco - antes e depois

Semana de festa para o automobilismo. No dia 12 de maio celebramos os 70 anos de existência do Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Um dia depois, comemoramos os 60 anos da primeira corrida de Fórmula 1: o GP da Grã-Bretanha, no circuito de Silverstone, na Inglaterra. Era um sábado. A largada da corrida foi autorizada às 14h30 locais e quem venceu a prova foi o italiano Giuseppe "Nino" Farina, dirigindo um Alfa Romeo 158.

Esta foto ao lado (fonte: Divulgação) nos leva a uma viagem no tempo porque eternizou o momento em que os carros eram preparados para a primeira corrida de Fórmula 1. Dá pra ter uma ideia de como tudo isso funcionava? Acho que pela foto a gente consegue entender um pouquinho... Mas vale lembrar que as corridas de automóveis já existiam bem antes de 1950.

E entre os GPs que ajudam a escrever a história da Fórmula 1, gostaria de deixar registrado aqui dois momentos importantes em Mônaco. Neste fim de semana, o tradicional circuito de rua recebe mais uma vez o circo da F-1. E quando falamos da corrida nas ruas do Principado, não podemos nos esquecer de Ayrton Senna, considerado o "mister Mônaco" por ter vencido seis vezes neste circuito. Foram nos anos de 1987, 1989, 90, 91, 92 e 93 que Ayrton conquistou o primeiro lugar num grande prêmio considerado o mais tradicional, concorrido e glamuroso da temporada.

Por isso, encontrei na big net dois momentos bem interessantes e gostaria de compartilhar com vocês.
O primeiro está registrado num vídeo de uma volta de Ayrton Senna em Mônaco, a bordo de sua Lotus amarela, em 1987.  



E o segundo, é a volta virtual no circuito das ruas de Monte Carlo pelo piloto australiano Mark Webber. Ele está no simulador da equipe Red Bull Racing. Vale a pena conferir como a tecnologia dá a sensação de você estar junto com o piloto durante a volta em Mônaco.



Décadas depois, dá pra dizer que a diferença está mesmo no "braço" do piloto. Comparando os dois vídeos se percebe o quando o piloto era exigido para trocar as marchas na alavanca de câmbio e como segurava o carro. Temos que ver agora se Mark Webber também segura esse carro no dia da corrida.

domingo, 9 de maio de 2010

Dicas de blogs e viagens incríveis

Depois de um longo desaparecimento do Universo Tropical, estou de volta. 
E não poderia deixar de falar de Fórmula 1. Sei que estou suuuper atrasada pra falar disso, mas hoje abrimos a temporada europeia com o GP da Espanha. Daqui a pouco o australiano Mark Webber sai na primeira posição e ao lado dele, Sebastian Vettel, ambos pilotos da Redbull, equipe que tem tudo para conquistar o mundial de construtores.

E como ultimamente tenho acompanhado com mais atenção esta temporada, acho que merecemos refletir melhor do que está acontecendo. Sem reabastecimento e novas regras. Michael Schumacher voltou às pistas pela equipe Mercedes GP (antiga Brawn GP) depois de três anos de "aposentadoria". Dois campeões mundiais estão na mesma equipe: os ingleses Jenson Button e Lewis Hamilton são companheiros na Mclaren. Outro retorno foi o do nome Lotus às pistas. Embora não mantenha relação com a antiga escuderia, a cor verde remete aos primórdios do time comandado por Colin Chapman.
Atualizações a parte, gostaria de deixar aqui duas dicas de blogs interessantes e que valem ser acompanhados. Em um deles, o do jornalista Luís Fernando Ramos (Ico) indica cinco lugares pra quem gosta de Fórmula 1 e gosta de combinar eventuais férias no Exterior com a data de alguma corrida. Vale a pena dar uma conferida nesta lista:

E claro, saborear os outros posts: http://blog-do-ico.blogspot.com

Outra boa pedida é saber que o jornalista Reginaldo Leme agora tem um blog no portal globoesporte.com e o espaço se chama Sinal Verde. Não sei se o nome é uma releitura dos antigos, pra não dizer jurássicos, boletins da Fórmula 1 durante a programação da TV Globo nos finais de semana das corridas. Vale a pena conferir as observações dele para a corrida em Barcelona: http://colunas.globoesporte.com/sinalverde

Também não posso me esquecer do Rafael Lopes que assina o blog Voando Baixo: http://colunas.globoesporte.com/voandobaixo
 
Agora, vamos torcer pra que essa temporada seja mesmo a mais emocionante dos últimos anos!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Adeus a Zilda Arns

Ontem, quando o Chico Pinheiro falou "e uma última notícia" no Jornal Nacional, parei para ouvi-lo. Ele dizia que um terremoto de 7 graus na escala Ritchter havia sido registrado no Haiti. A capital Porto Príncipe teria sido o local mais atingido.

Preocupada com a notícia, busquei mais informações na internet por meio das agências internacionais. E aos poucos, minha certeza se confirmava: era mesmo uma situação muito grave. Afinal um tremor de terra desses é, certamente, sinônimo de catástrofe, de destruição, além de um número elevado de mortos e feridos.
Uma verdadeira tragédia.

Acontecimentos como este deixam o mundo consternado. Ainda mais quando há compatriotas no exercício do dever, como os brasileiros que faziam parte da missão de paz - a Minustah - que está no Haiti há cinco anos.

Ou ainda, uma mulher muito especial como Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança. Médica pediatra e sanitarista, ela tinha 75 anos. Estava em Porto Príncipe desde o último domingo, quando chegou no Haiti para realizar palestra na Conferência Nacional dos Religiosos no Caribe.

Tive a oportunidade de conhecer Zilda Arns em Brasília, quando ela concedeu uma entrevista para a TV Nacional em 2005. É impossível esquecer desta senhora de fala mansa, porém firme, e sempre levando adiante aquilo que ela sabia fazer de melhor: ajudar o próximo. O trabalho com mulheres e crianças deu a ela muitos prêmios nacionais e internacionais.

Perder Zilda Arns nos deixa profundamente tristes, mas não tem como não se emocionar porque a forma como ela se foi é de uma nobreza sem tamanho porque estava, certamente, no cumprimento de uma causa que sempre acreditou.


Infelizmente, vamos ainda ter muitas notícias tristes do Haiti, uma nação que já sofre com a pobreza e miséria. Vamos contabilizar muitas perdas em meio a maior catástrofe já ocorrida naquele país.

O Haiti, como todos sabem, é o país mais pobre da América Latina. Tem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) comparado a países africanos. Em 2004, o país esteve perto de uma guerra civil depois da saída do presidente Jean-Bertrand Aristid. E por isso a ONU interveio e mandou uma missão de paz, a Minustah, para combater a violência nas ruas e dar segurança à população haitiana, além de organizar a situação local. A maioria dos militares que integram a Minustah é de brasileiros, mas há outros tantos soldados de vários países que estão no Haiti.

Em setembro do ano passado, a repórter Maria Eugênia Léo Castilho e o cinegrafista Gilvan Rocha estiveram no Haiti a convite da Organização dos Estados Americanos (OEA). Além da situação de pobreza e miséria local, ela conseguiu registrar outros momentos: a criatividade do povo haitiano que faz arte com pedaços de latarias de carros antigos e um arquiteto que reaproveita pneus velhos fazendo aves decorativas.

Além das matérias para a Agência Brasil, as imagens renderam dois blocos do Caminhos da Reportagem, programa exibido pela TV Brasil no dia 17/12/09.

A torcida agora é para que o mundo se volte para esta empobrecida nação caribenha e que pede ajuda urgente para a comunidade internacional.

p.s: e vale a pena ler a reportagem de O Globo falando da história do Haiti
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/01/13/crises-politicas-naturais-assolam-haiti-915516591.asp

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mini flashback

Férias. Praia. Outro estilo de vida. Totalmente fora da cidade grande.
Mas preciso me curar de algo que não dá pra se livrar: a tecnologia. Viver sem ela, não consigo. Por isso é que nem na folga dá pra ficar sem dar uma olhada nos blogs que sigo, ler as notícias, saber como estão as coisas no mundo. Quero ainda ter assunto pra conversar com as pessoas...

E justamente porque o universo da internet nos permite voltar no tempo, segue abaixo o link de uma postagem do Blog do Capelli.
http://www.blogdocapelli.com.br/2010/01/bau-senna-de-carona-em-interlagos

Assim como ele, também gravei esta matéria de Ernesto Paglia com Ayrton Senna em Interlagos, em 1994, em alguma VHS que deve estar lá em Araraquara, se ainda existir uma fita dessas funcionando depois de 16 anos.

Bons tempos!
E que venha 2010!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A Indy é nossa!!!

Nem Salvador, nem Rio de Janeiro, nem Ribeirão Preto.
Finalmente foi decido o local da etapa brasileira da Fórmula Indy: São Paulo

Vai ser no dia 14 de março e a corrida abre a temporada 2010 da Indy.

O circuito ainda está sendo estudado, mas se fala em uma área perto do Sambódromo do Anhembi, na zona norte da cidade. Vai ser a primeira vez que São Paulo receberá uma prova de rua.

Como fiel torcedora da Indy e dos seus pilotos - brasileiros, principalmente - fico feliz da cidade receber mais esse evento do automobilismo mundial. Claro que meu sonho de um dia assistir a Indy 500 em Indianápolis não vai ficar pra trás depois de acompanhar uma prova aqui na capital... só vai aumentar a minha vontade de conhecer aquele templo do automobilismo!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A experiência para 2010

Rubens Barrichello já está em casa em Grove. Nesta segunda-feira, o piloto contratado pela Williams para a temporada 2010 foi visitar o museu da escuderia, na Inglaterra, e escreveu no Twitter: "Primeiro dia sensacional na Williams. Fui conhecer todas as áreas, inclusive o museu. Valeu a pena".
(crédito da foto: Rubens Barrichello)

Ele não é só o piloto mais experiente da Fórmula 1. Rubens Barrichello continua apaixonado pelo que faz e agora realiza o sonho de fazer parte de uma das equipes mais tradicionais do automobilismo mundial: a Williams.

Terceiro lugar no campeonato de 2009 - o alemão Sebastian Vettel da Red Bull venceu a corrida em Abu-Dhabi e foi o vice da temporada - Rubens Barrichello correu o risco de ficar fora da Fórmula 1. Mas, os deuses da velocidade não deixariam essa história acabar de maneira tão inesperada. Tivemos uma reviravolta: a Brawn surgiu do espólio da Honda, contratou dois pilotos experientes, teve oito vitórias e se tornou uma equipe vencedora logo em sua primeira temporada.

Vale lembrar que esta é a quarta equipe a vencer um campeonato depois da aposentadoria de Michael Schumacher. Antes de Jenson Button, Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso deixaram seus nomes registrados na história do automobilismo.

Rubens Barrichello é o quarto piloto brasileiro a correr na Williams. O primeiro foi Nelson Piquet, que ganhou seu terceiro título mundial na equipe inglesa em 1987. Ayrton Senna disputou três corridas em 1994, quando morreu depois de um acidente na curva Tamburello, em Imola, no GP de San Marino. O último deles foi Antonio Pizzonia, que correu em nove provas entre 2004 e 2005.

Se tudo der certo, vamos ter quatro brasileiros na F-1 no ano que vem. Além de Barrichello na Williams e Felipe Massa na Ferrari, teremos Bruno Senna na estreiante equipe Campos e a possibilidade de Lucas de Grassi ser o piloto da Renaut para a próxima temporada. É cruzar os dedos e esperar duelos emocionantes desde a primeira prova de 2010 no GP do Bahrein (14/03) até a última etapa que voltará a ser disputada em Interlagos (14/11).

domingo, 18 de outubro de 2009

Jenson Button é campeão da temporada 2009

Interlagos, 2009. Pelo terceiro ano consecutivo, o grande prêmio do Brasil é palco da decisão do título mundial.

O inglês Jenson Button, piloto da Brawn GP, acaba de se sagrar o campeão desta temporada.
Canta
We are the champions no cockpit... dá até pra se emocionar um pouquinho.

Mas a cena mais admirável mesmo foi ver Rubens Barrichello ser o primeiro a abraçar Button. Isto é o que eu chamaria de Fair play, fazendo uma relação com o futebol, podemos dizer que está ligada à ética no mundo esportivo.

Vários episódios na corrida de hoje colaboraram para que o título ficasse com o piloto inglês da Brawn, entre eles a batida entre Sutil e Trulli na primeira volta - e a entrada do safety car na pista - o tráfego que Rubens Barrichello enfrentou depois da primeira parada nos boxes, outros carros que ficaram pelo caminho e a parada do brasileiro nos boxes faltando sete voltas para o final para trocar um pneu furado.

Button ficou em quinto lugar, chegou na frente de Barrichello - que ficou em oitavo. Quem venceu foi o australiano Mark Webber, sua segunda vitória na temporada (a primeira foi no GP da Alemanha).
E foi Felipe Massa quem deu a bandeirada na reta de chegada.


Confesso que senti falta da bandeira brasileira no pódio.. Mas, os deuses do automobilismo devem saber muito bem o que fazem nessas horas e isso é indiscutível. Foi mesmo um grande prêmio.

Parabéns ao Jenson Button, que mereceu o título pela corrida que fez hoje e pelo início da temporada; para a Brawn GP que, iniciante, mostrou para que veio e levou o mundial de construtores deste ano.

E um desejo especial endereçado aos deuses do automobilismo: para que Rubens Barrichello, um campeão dentro e fora das pistas, conquiste o vice-campeonato mundial na corrida de Abu-Dhabi.

A volta por cima de Rubens Barrichello

Faltam poucos minutos para começar o GP Brasil de Fórmula 1. Faz sol em Interlagos, diferentemente do que aconteceu ontem nos treinos de classificação, por sinal momentos muito emocionantes para nós brasileiros.

Rubens Barrichello, 37 anos, piloto da Brawn GP, disputa a 17ª temporada de Fórmula 1. Sua carreira foi marcada por vários acontecimentos. Em 1994, depois do acidente de Ayrton Senna em Ímola, o Brasil achou que ele poderia ser o substituto do maior piloto de todos os tempos. E isto não aconteceu, pelo fato de que são dois pilotos com estilos diferentes mas com algo em comum: ser brasileiro. Ah, podemos dizer que eles também são comuns no time de futebol: o Corinthians.

Depois, foi a vez de Barrichello ir para a Ferrari, ser a sombra de Michael Schumacher, outro gênio dos últimos tempos. Rubens não seria campeão do mundo na equipe de Maranello afinal os holofotes eram todos para o piloto alemão.

Muitos anos de Ferrari certamente ensinaram Barrichello a tirar proveito de acertos de carro, de sempre fazer o melhor quando estivesse na frente e de que a experiência a gente conta pelos anos vividos, assim como por erros e acertos acumulados durante a vida.

E foi no final do campeonato de 2008 quando a Honda anunciou que estava fora da F-1 que Rubens Barrichello praticamente viu as portas fechadas. Chegou até a cogitar a possibilidade de correr na Indy. Parecia ser a aposentadoria de um piloto que ainda tinha muito para mostrar.

Eis que Ross Brawn comprou o que era a equipe japonesa, chamou dois pilotos experientes como são Rubens Barrichello e o inglês Jenson Button para disputar esta temporada. Não se arrependeu. A equipe começou bem, vitória logo na primeira corrida e nas seguintes com Jenson Button. O campeonato de construtores está nas mãos da Brawn GP. Barrichello ganhou duas provas e desde então segue vivo na disputa do título mundial.

Temos um Rubens Barrichello, pole position em Interlagos, diferente dos últimos tempos. Está mais sereno, pés no chão, acreditando mais em si mesmo e em todo trabalho que fez neste e em todos os outros anos desde que resolveu escrever sua história no automobililsmo.

Admiro Barrichello porque ele é exatamente aquilo que você vê quando ganha ou quando perde. Ele chora, ele vibra, ele fica bravo (hoje em dia segura mais as palavras, acho que é melhor) e você vê isto na cara dele. Ele é família, é um cara que sempre acreditei que poderia fazer a diferença quando ficasse mais maduro em relação ao seu profissionalismo.

E ontem, ver a segunda pole de Rubinho em Interlagos - a primeira foi em 2004 - foi um momento muito especial. O ano começou com o Brasil querendo que Felipe Massa disputasse o título, afinal ele perdeu o título para Lewis Hamilton em 2008 também em Interlagos. Mas, como sempre os deuses do automobilismo gostam de escrever histórias diferentes a cada temporada, quis o universo que a Brawn GP existisse, que Rubens Barrichello tivesse um carro competitivo e que Felipe Massa não brilhasse em sua Ferrari. Claro que o acidente no GP da Hungria - que tirou Massa do restante da temporada - e a demissão de Nelsinho Piquet da Renault deixou nosso Barrichello em evidência.

A disputa pelo campeonato é na pista. Vai vencer quem for o melhor e quem também contar com a sorte. Claro que meu desejo é ver Rubens Barrichello campeão do mundo, mas temos que ser realistas e ter os pés no chão. É claro que a vitória aqui no Brasil é bem vinda, mas ainda tem a corrida em Abu-Dhabi daqui a duas semanas, onde termina a temporada de 2009.

Seja o que for definido para esta corrida, Rubinho já fez muito até aqui. Merece ser lembrado como um grande piloto, que fez a diferença e que escreveu sua página na história do automobilismo mundial.